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CAMISAS PESADAS! Quatro campeãs mundiais estão nas semifinais da Copa do Mundo 2026

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Taça da Copa do Mundo: a final do torneio será no dia 19 de julho — Foto: Reuters

Quatro campeãs mundiais estão nas semifinais da Copa do Mundo 

TABELA

Dallas14/07Amanhã16:00

França

Espanha

semifinal 1

Atlanta15/07Quarta16:00

Inglaterra

Argentina

semifinal 2

Julián Álvarez foi o herói da classificação argentina contra a Suíça (Foto: Fifa/Divulgação)

Quatro campeãs mundiais estão nas semifinais da Copa do Mundo

As semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá serão de peso. Após o final da etapa de quartas de final, ocorrido no último sábado, 11, ficou definido que quatro seleções campeãs do mundo disputarão a penúltima fase do torneio: a tricampeã e atual vencedora Argentina (1978, 1986 e 2022), a bicampeã França (1998 e 2018) e as campeãs Inglaterra (1966) e Espanha (2010).

As partidas serão disputadas nesta terça e quarta-feira, 14 e 15. Primeiro entram em campo França x Espanha, em Dallas, e, no dia seguinte, Inglaterra x Argentina, em Atlanta. Ambos confrontos iniciam às 16h.

De Petrolina ao Espírito Santo, os novos caminhos da fruticultura

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Com inspiração em polos consolidados como Petrolina, Espírito Santo fortalece novas rotas produtivas e amplia oportunidades no setor de frutas
uva
Foto: divulgação / Ara Agrícola

Petrolina-PE, no semiárido pernambucano, não se tornou uma potência da fruticultura por acaso. A cidade, integrada ao Vale do São Francisco, virou símbolo de uma agricultura irrigada que combinou água, escala, tecnologia, logística, investimento público e presença empresarial. O resultado é uma região que concentra quase toda a força exportadora do Brasil em duas frutas estratégicas. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o Vale responde por 90% da manga e 98% da uva exportadas pelo país.

Voltando às terras capixabas, o Espírito Santo já tem protagonismo na fruticultura, e os pomares são fonte importante de diversificação das atividades agrícolas. São 14 polos de frutas no estado, que englobam o plantio de abacaxi, acerola, banana, cacau, caju, coco, goiaba, laranja, mamão, manga, maracujá, morango, tangerina e uva. No agronegócio, o conjunto de produtos da fruticultura capixaba movimentou, em 2023, cerca de US$ 28,8 milhões com a exportação de produtos in natura e também com valor agregado.

Central de abastecimento do Espírito Santo (Ceasa-ES). Foto: Ascom Ceasa-eS

Aí entra a questão. Se, no Espírito Santo, as frutas são, em grande parte, responsáveis pela diversificação agrícola, no Vale do São Francisco a fruticultura virou protagonista do eixo econômico. Dados reunidos por instituições ligadas ao setor mostram uma estrutura produtiva ancorada em mais de 100 mil hectares irrigados, uma cadeia que movimenta centenas de milhares de empregos e uma cultura empresarial apoiada em inovação e exportação.

Frutas que vêm de lá

E essa engrenagem bem calibrada chega diariamente ao mercado capixaba. O gerente comercial da Ara Agrícola, Maicon Roberto Correia Silva, afirma que “toda uva de mesa consumida no Espírito Santo vem do Vale do São Francisco. São frutas de Juazeiro-BA, Casa Nova-BA, Petrolina-PE, Lagoa Grande-PE, Santa Maria da Boa Vista-PE”. Segundo ele, a empresa, sediada em Petrolina, em Pernambuco, produz cerca de 11 milhões de quilos de uva por ano e tem o Sudeste como principal destino no mercado interno. “Eu diria que 70% da nossa produção chega ao Sudeste, (São Paulo, Rio, Minas Gerais e Espírito Santo). Desses 70%, 10% vão diretamente para o Espírito Santo”, relatou.

E o protagonismo não para nas uvas. De acordo com a Abrafrutas, Petrolina e o Vale do São Francisco são responsáveis por cerca de 90% da produção nacional de uvas e mangas destinadas à exportação. Em 2024, as frutas da região chegaram a mais de 50 países, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações. Esse desempenho consolidou a cidade como o maior polo exportador de frutas frescas do Brasil. Além das uvas e mangas, produtos que lideram as exportações, a região também se destaca na produção de goiaba, coco, banana, acerola e outras frutas tropicais.

Esse retrato ajuda a dimensionar uma diferença central. Enquanto Petrolina se especializou em produzir em grande escala e abastecer outros mercados, o Espírito Santo ainda aparece, em muitos casos, como comprador relevante dessa produção. Dados da Ceasa mostram que as frutas comercializadas no estado vêm de 17 unidades da federação, entre elas Pernambuco, de onde chegam especialmente manga e uva.

Há ainda um ativo decisivo: o mamão. O Espírito Santo é apontado como o maior produtor e exportador nacional da fruta, com destaque para Linhares, no norte capixaba. O Incaper também ressalta que o estado reúne algumas das maiores produtividades do país nessa cultura.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, o ponto de partida capixaba é sólido, e a fruticultura do Espírito Santo está “em franca expansão nos últimos anos”, podendo o estado já ser visto como “um dos grandes players importantes do mercado brasileiro, tanto para a fruticultura do mercado interno, como para a fruticultura de exportação”.

Eduardo Brandão, Diretor Executivo da Abrafrutas

Sobre a guinada em Pernambuco, que se tornou grande polo produtor, e como essa experiência pode ser usada em terras capixabas, ele avalia que a irrigação organizada e apoiada por políticas públicas foi o divisor de águas.

“Todos sabem que a fruticultura carece de água, mas não água da chuva. Uma água que tem que ser dosada e colocada na medida do possível para que a produção, a produtividade e a qualidade da fruta sejam boas. Outra vantagem importante diz respeito às políticas públicas. Por ser uma região extremamente pobre e a fruticultura ser uma atividade econômica que traz a geração de emprego e renda, isso fez com que a opção de produzir frutas no vale fosse a opção mais viável naquele momento. Através de políticas públicas criaram-se os polos de fruticultura, dando condição e criando estrutura para que essa água do São Francisco fosse captada por meio de canais e colocadas não só na beira do rio, mas sim área dentro da região semi-árida. Então, isso tudo junto fez do Vale o que ele é hoje o maior polo de fruticultura do Brasil e talvez um dos maiores polos de produção de frutas do mundo.”

No caso capixaba, a equação muda. O relevo, a disponibilidade hídrica e a configuração territorial são diferentes.

 “As áreas do Espírito Santo não são tão planas como no Vale do São Francisco, existem limitações e até na irrigação, que tem que ser feita de forma diferenciada, porque o Rio São Francisco influencia muito no vale. Mas com organização, recursos e políticas públicas voltadas para isso, o Espírito Santo tem tudo para se tornar um grande polo de produção dentro do Brasil, mais do que já é hoje. A ideia é mostrar que o estado tem potencial para que possam ser desenvolvidos projetos voltados à política pública e ao desenvolvimento da fruticultura no estado do Espírito Santo”.

Esse ponto é central. Petrolina não é apenas uma referência porque produz muito. É referência porque transformou condições naturais adversas em vantagem competitiva. No semiárido, onde a chuva é escassa, a irrigação controlada permitiu previsibilidade, qualidade e janela comercial. Já o Espírito Santo parte de outra lógica: tem clima, diversidade de frutas, tradição produtiva e presença de agricultura familiar, mas precisa integrar melhor tecnologia, assistência técnica, logística, agroindústria e mercado externo para dar o próximo salto.

Fabrício Barreto, sócio-proprietário da Doce Bela. Foto: divulgação 

Tecnologia a serviço do campo

A tecnologia entra justamente nesse ponto. Em novembro de 2025, um grupo de empresários capixabas viajou à China em busca de soluções aplicadas ao agronegócio. Na comitiva estavam produtores de mamão, banana, limão e fabricantes de água de coco e sucos. O objetivo era observar automação, equipamentos para packing house e alternativas ligadas à redução da dependência de mão de obra.

O diretor comercial do Grupo Total Farms, Rodrigo Martins, resumiu que a viagem trouxe “tecnologias para uso nos packing houses e abriu projetos de adaptação às necessidades de cada empresa. Já Fabrício Barreto, sócio-proprietário da Doce Bela, afirmou que a busca esteve menos ligada à lavoura em si e mais a “coisas de inovação ligadas à automação”, diante da dificuldade crescente de encontrar trabalhadores.

O movimento é revelador. O Espírito Santo já entendeu que não há competitividade duradoura sem tecnologia. Mas essa modernização ainda precisa ganhar escala e difusão. Há também o componente externo pressionando o setor. A fruticultura brasileira entrou em 2026 em alta, após registrar recorde de exportações pelo terceiro ano consecutivo, com receita próxima de US$ 1,5 bilhão, segundo a Abrafrutas.

No ano anterior, os Estados Unidos responderam por 7% do volume total exportado e por 12% do faturamento das frutas brasileiras. No caso da manga, os americanos consumiram 14% do volume exportado e responderam por 13% da receita dessa fruta.

Foi nesse contexto que o tarifaço acendeu o alerta. Segundo relato do presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, os produtores de manga foram os mais atingidos entre as culturas exportadas ao mercado americano. A saída encontrada foi dividir o peso da sobretaxa ao longo da cadeia. 

“Procuramos representantes do setor e buscamos dividir o impacto dessa taxa de 50% entre os exportadores, os importadores e os supermercados. Cada um absorveu uma parte e o resultado foi positivo. Ninguém ganhou como ganhava no passado, mas também não tomou prejuízo”, afirmou.

Para o Espírito Santo, esse cenário funciona como alerta e oportunidade ao mesmo tempo. Alerta, porque mostra como os mercados externos podem mudar rapidamente as margens e exigir reação coordenada. Oportunidade, porque reforça a necessidade de diversificar destinos, agregar valor, investir em pós-colheita e elevar o padrão tecnológico da produção estadual. É justamente isso que fez Petrolina deixar de ser apenas uma área produtora para se tornar referência.

A lição que vem do Vale do São Francisco não é que o Espírito Santo deva copiar Petrolina. Não pode, nem faria sentido, afinal são bases geográficas distintas e realidades diversas. O que pode ser reproduzido é o método: planejamento, irrigação adequada à realidade local, tecnologia acessível, integração com o mercado e visão exportadora.

Hoje, o Espírito Santo já tem base produtiva, protagonismo no mamão, diversidade de frutas e empresários olhando para a inovação. O que ainda falta é dar unidade a esses ativos. Se conseguir transformar essa soma dispersa em projeto de estado, a fruticultura capixaba pode deixar de ser apenas promissora e passar a disputar, em outra escala, espaço entre os grandes polos brasileiros. Petrolina mostra que isso é possível. E o Espírito Santo pode ser um novo e forte ator desse movimento.

Incaper amplia aposta na fruticultura e abre novas frentes para o agro capixaba

O Espírito Santo vem consolidando uma estratégia de fortalecimento da fruticultura estadual em várias frentes, tendo a pesquisa pública como eixo central. À frente desse movimento está o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), que combina melhoramento genético, validação de tecnologias de manejo e transferência de conhecimento ao campo para ampliar a competitividade das lavouras capixabas. Esse avanço aparece de forma concreta em três linhas recentes de atuação: o lançamento de uma nova cultivar de banana, o desenvolvimento de tecnologia para escalonar a colheita do abacaxi e os resultados promissores de um estudo inédito com aceroleiras.

Um dos marcos mais visíveis dessa agenda foi o lançamento da banana Ambrosia, nova cultivar do Incaper apresentada em Alfredo Chaves. Selecionada e recomendada após mais de 20 anos de pesquisas, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para suprir a ausência de uma cultivar do subgrupo Cavendish resistente a doenças como sigatoka-amarela, sigatoka-negra e mal-do-Panamá, problema que afeta a bananicultura em todo o país.

No lançamento, o instituto distribuiu cerca de 1.200 mudas a produtores rurais, numa ação voltada à adoção inicial da nova tecnologia nas propriedades e à aproximação entre pesquisa, extensão rural e setor produtivo. O diretor-técnico do Incaper, Antonio Elias Souza da Silva, definiu a entrega como um novo marco para a cadeia da banana no estado.

 “É o ponto mais alto da pesquisa e da extensão rural do Incaper. O lançamento de uma variedade que vai fortalecer a cadeia produtiva, porque tem alta resistência às principais doenças e é altamente produtiva”, afirmou.

Além da resistência fitossanitária, a Ambrosia foi apresentada como uma cultivar com forte apelo econômico. Segundo o pesquisador José Aires Ventura, as plantas são mais robustas, com cachos superiores a 30 quilos, em média, o que amplia a produtividade. Ele também destacou a qualidade dos frutos e o potencial de uso pela agroindústria, já que a variedade apresenta teor de Brix (açúcar) superior ao da Grande Naine.

A atuação do Incaper, porém, não se limita à bananicultura. Na cultura do abacaxi, o instituto desenvolveu uma pesquisa para enfrentar um dos principais gargalos da produção capixaba: a floração natural desuniforme, que provoca colheitas irregulares, eleva custos e dificulta o planejamento da lavoura. O estudo mostrou que a aplicação de aviglicina (AVG), substância que inibe a produção de etileno, permite ao produtor controlar melhor o momento da floração e, consequentemente, escolher épocas mais vantajosas para a colheita.

Na prática, isso significa escapar da concentração de oferta entre novembro e janeiro, período de preços mais pressionados. De acordo com a pesquisadora Sara Dousseau Arantes, a tecnologia permite colher frutos de qualidade em fases de melhor remuneração ao agricultor. O experimento, conduzido entre 2019 e 2020 em Sooretama, apontou ainda que a aplicação correta pode inibir até 80% da floração natural, abrindo caminho para o escalonamento da produção ao longo do ano.

Outra frente estratégica está na acerola. Em estudo inédito no Espírito Santo, o Incaper avaliou 12 genótipos de aceroleira e verificou, já no primeiro ano de produção, desempenho médio duas vezes superior à média estadual. As plantas alcançaram 33 toneladas por hectare, acima das 14 toneladas por hectare registradas no estado em 2023 e também acima da média de Colatina, principal município produtor, que ficou em 30 toneladas por hectare no mesmo período.

Os resultados reforçam o potencial de diversificação e agregação de renda na fruticultura capixaba. Entre os materiais estudados, o genótipo G5 chamou atenção por poder alcançar 51,7 toneladas por hectare e rendimento aproximado de R$ 135 mil por hectare, segundo o pesquisador Marlon Dutra. O trabalho, realizado em Cachoeiro de Itapemirim em parceria com a Embrapa Semiárido, busca identificar variedades mais produtivas e com características superiores tanto para o mercado in natura quanto para o processamento industrial.

Em comum, essas iniciativas revelam uma política de fortalecimento da fruticultura baseada em pesquisa aplicada, adaptação às condições locais e transferência efetiva de tecnologia ao produtor. Mais do que lançar uma cultivar ou divulgar resultados de laboratório, o que o Espírito Santo vem construindo é uma agenda de longo prazo para tornar sua fruticultura mais eficiente, resiliente e sustentável, com respaldo técnico para ampliar produtividade, reduzir perdas e abrir novas possibilidades de mercado.

Fonte: Conexão Safra

Lula lidera com 40% de intenções de voto o 1º turno, diz BTG/Nexus; Flávio Bolsonaro tem 34%

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                       ELEIÇÕES 2026

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%, empatado tecnicamente com Renan Santos (Missão) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registram 4%

Lula e Flávio Bolsonaro são os dois principais postulantes na corrida presidencial

A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no 1º turno para a Presidência da República caiu para 6 pontos percentuais. É o que aponta pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 13.

Na simulação de 1º turno, o petista registrou 40% ante 34% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No último levantamento, divulgado em 29 de junho, Lula tinha 8 pontos percentuais (p.p) de vantagem em relação a Flávio: 42% a 34%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%, empatado tecnicamente com o ativista Renan Santos (Missão) e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registram 4%, cada.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) tem 2%, mesmo porcentual de Augusto Cury (Avante). O deputado federal Aécio Neves (PSDB) alcança 1%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%. Eleitores que não sabem são 3%.

Decisão de voto
Entre os eleitores que já escolheram um candidato à Presidência, 70% afirmam que seu voto está decidido e não deve mudar até outubro. Outros 29% dizem que ainda podem mudar de candidato, enquanto 1% não souberam responder.

A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 10 a 12 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07981/2026.

Emprego: Agência do Trabalho oferece 222 vagas em Petrolina, Salgueiro e Araripina

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Oportunidades abrangem diversas áreas. Interessados podem se candidatar pela internet ou em postos de atendimento.

A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para o município de Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, nesta segunda-feira (6). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina.

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento em Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão.

Carteira de trabalho — Foto: Divulgação / PMMC

Vagas disponíveis

Petrolina-PE

Contato: (87) 3866 – 6540 e (87) 9 9180-4065

                            Vagas disponíveis

Vagas Função Escolaridade Experiência Salário Observação
10 Açougueiro Médio Completo 6 Meses Não Informado
06 Ajudante de Açougueiro (Comércio) Fundamental Incompleto 6 Meses R$ 1.900
01 Atendente de Lanchonete Médio Completo Não Exigida R$ 1.700
80 Atendente de Lojas e Mercados Médio Completo Não Exigida R$ 1.733
10 Auxiliar de Limpeza Não Exigida Não Exigida R$ 1.632,45
03 Auxiliar de Manutenção Predial Fundamental Completo Não Exigida R$ 1.621
13 Auxiliar nos Serviços de Alimentação Não Exigida Não Exigida R$ 2.107
02 Consultor de Vendas Médio Completo 6 Meses R$ 2.500
01 Empregado Doméstico nos Serviços Gerais Fundamental Incompleto 6 Meses R$ 1.700
15 Fiscal de Prevenção de Perdas Médio Completo Não Exigida Não Informado
04 Jardineiro Não Exigida 6 Meses Não Informado
01 Limpador de Piscinas Fundamental Completo 6 Meses R$ 1.632,45
01 Motorista de Caminhão Fundamental Incompleto Não Exigida Não Informado
01 Nutricionista Superior Completo 6 Meses R$ 2.795
02 Operador de Guindaste Móvel Fundamental Incompleto 6 Meses Não Informado
10 Pedreiro Não Exigida 6 Meses R$ 2.406
06 Pedreiro Não Exigida 6 Meses R$ 2.310
10 Peixeiro (comércio varejista) Médio Incompleto 6 Meses Não Informado
20 Repositor – em supermercados Médio Completo Não Exigida Não Informado
10 Servente de Obras Fundamental Incompleto Não Exigida R$ 1.810
03 Vendedor Interno Médio Incompleto 6 Meses Não Informado
02 Vendedor Interno Fundamental Completo 6 Meses Não Informado
02 Vendedor Interno Médio Completo 6 Meses R$ 1.621

                                     

                                   Salgueiro

                                          Contato: (87) 3871 – 8467

                            Vagas Disponíveis

Vagas

Função

Escolaridade

Experiência

Salário

Observação

01

Ajudante de Açougueiro (Comércio)

Médio Completo

Não Exigida

Não Informado

01

Assistente de Logística de Transporte

Médio Completo

6 Meses

R$ 2.687

01

Faxineiro

Méd Completo

Não Exigida

Não Informado

                                  Araripina

                      Contato: (87) 3873 – 8381

                  Vagas disponíveis

Vagas Função Escolaridade Experiência Salário Observação
01 Agente de Microcrédito Médio Completo 6 Meses Não Informado
02 Auxiliar de Limpeza Fundamental Completo 6 Meses Não Informado
01 Auxiliar de Escritório Médio Completo Não Exigida Não Informado
02 Vigia Médio Completo 6 Meses Não Informado

IBGE abre 9.652 vagas temporárias e visa contratações em dezembro

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Atuação focará em Censo Agropecuário e em levantamento sobre a população em situação de rua; saiba como se inscrever
IBGE abre 9.652 vagas temporárias em diversas regiões do país

O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou dois editais de processos seletivos que juntos somam 9.652 vagas temporárias para candidatos de níveis médio e superior. Os salários chegam a R$ 5.255,40, além de benefícios previstos dentro da lei.

As oportunidades serão em diversas regiões do país e têm como objetivo reforçar as equipes responsáveis pela realização de pesquisas e levantamentos de dados do órgão. 

Cargos e requisitos

O primeiro edital oferece 8.238 vagas de nível médio para funções operacionais e administrativas. As oportunidades estão distribuídas entre os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Administrativo (ACA), Agente Censitário de Informática (ACI), Agente Operacional Regional (AOR) e Agente Censitário Regional (ACR).

Já o segundo edital reúne 1.414 vagas para níveis médio e superior, sendo 394 para Agente Censitário de Qualidade (ACQ) e 1.020 para Analista Censitário.

As vagas para Analista Censitário contemplam áreas como:

  • Geoprocessamento;
  • Gestão e Infraestrutura;
  • Ciências Sociais;
  • Antropologia;
  • Métodos Quantitativos;
  • Jornalismo;
  • Tecnologia da Informação;
  • Agronomia;
  • Estatística;
  • Economia;
  • Geografia;
    Outras especialidades técnicas.

Para disputar as vagas de nível médio, é necessário ter concluído o ensino médio. Algumas funções também exigem Carteira Nacional de Habilitação ( CNH)  categoria B. Já os cargos de nível superior exigem diploma na área, e se necessário, registro no conselho profissional. Também é preciso estar em dia com as obrigações eleitorais, e para os homens, serviço militar.

Salários, benefícios e inscrições

A remuneração varia de acordo com o cargo:

  • Analista Censitário: R$ 5.255,40;
  • Agente Operacional Regional: R$ 4.008,00;
  • Agente Censitário Regional: R$ 3.858,00;
  • Agente Censitário Supervisor: R$ 3.480,00;
  • Agente Censitário de Qualidade: R$ 2.932,00;
  • Cargos administrativos e de informática: R$ 2.128,00.

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário.

Passo a passo para fazer a inscrição

Para as vagas do edital organizado pelo IBFC (ACA, ACI, AOR, ACR e ACS):

  1. Acesse o site da banca organizadora dentro do prazo de inscrição;
  2. Faça o cadastro e preencha o formulário com seus dados pessoais;
  3. Escolha o cargo desejado, a localidade de concorrência e o município onde realizará a prova;
  4. Finalize a inscrição e gere o boleto bancário;
  5. Efetue o pagamento da taxa de R$ 53 até a data limite prevista no edital.

 

Jovem atacada por tubarão em Boa Viagem recebe alta após mais de um mês internada

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Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, deixou o Hospital da Restauração neste sábado (11), após passar por cirurgias e reabilitação. Família mantém campanha para custear prótese e tratamento.

Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, deixou o Hospital da Restauração neste sábado (11), após passar por cirurgias e reabilitação. Família mantém campanha para custear prótese e tratamento.

Marcela Vitória deixa o Hospital da Restauração após receber alta/Reprodução/Redes Sociais

Marcela Vitória deixa o Hospital da Restauração após receber alta (Reprodução/Redes Sociais)

Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, que teve a perna direita amputada após um ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, recebeu alta hospitalar neste sábado (11).

Ela estava internada desde o dia 1º de junho no Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, na área central do Recife. A estudante universitária passou por cirurgias e por um processo de reabilitação durante a internação.

O primo Jonas André, que estava com a jovem na praia no dia do ataque, é chamado de herói pela jovem por ter sido responsável por retirá-la do mar. “Minha reação foi tirá-la dali”, contou.

Segundo Jonas, o primeiro dia de Marcela em casa tem sido de adaptação e repouso. “Ela ainda está com pontos na perna. É preciso ter cuidado para não romper os pontos. Mas ela está muito feliz. Não via a hora de voltar para casa”, afirmou.

Ele também comemorou a evolução da prima. “Na medida do possível, ela está bem. Estava com saudades dos amigos e da família”, disse.

Jonas contou ainda que Marcela foi recebida com cartazes contendo frases de incentivo e mensagens de carinho. Entre as mensagens estavam: “Você é um milagre” e “Você é forte”. Os cartazes foram colocados nas paredes da casa da jovem.

Nas redes sociais, Jonas André, publicou o momento da saída de Marcela do HR.

Assista ao vídeo:

Vaquinha

Para dar continuidade ao tratamento de Marcela familiares e amiigos criaram uma vaquinha virtual. A campanha tem como objetivo arrecadar recursos para a compra de uma prótese e para custear as despesas da reabilitação.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a estudante explica que a prótese será indispensável para reconstruir a rotina interrompida pelo acidente. Segundo ela, o equipamento permitirá retomar os estudos, o trabalho e outras atividades que fazia antes do ataque.

As contribuições podem ser feitas por meio da chave Pix 6161140@vakinha.com.br ou diretamente pela plataforma Vakinha.

Menino também freceu alta

Na última segunda-feira (6), outra vítima de ataque de tubarão também recebeu alta hospitalar. João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, foi atacado na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no dia 31 de maio, um dia antes do incidente com Marcela.

O menino teve a perna esquerda amputada e estava internado em um hospital particular.

Números

Desde o início do monitoramento oficial dos ataques de tubarão, em 1992, Pernambuco contabiliza 84 vítimas. Apenas neste ano, foram registrados quatro ataques. Antes dos casos envolvendo Marcela e João Lucas, outros dois incidentes já haviam sido registrados. Em janeiro, uma turista foi atacada por um tubarão-lixa em Fernando de Noronha. No mesmo mês, um adolescente foi atacado na Praia de Del Chifre, em Olinda, e morreu em decorrência dos ferimentos.(Informações do Diário de Pernambuco)

PSB e MDB divulgam datas das convenções partidárias em Pernambuco

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O evento do MDB será na ALEPE, enquanto o PSB oficializará as candidaturas no Clube Internacional

João Campos/Foto: Divulgação/João Campos

O PSB e o MDB de Pernambuco divulgaram, nessa sexta-feira (10), as datas das convenções partidárias. Segundo o edital, os dias 1 e 2 de agosto foram reservados pelo PSB para a realização do congresso estadual para as eleições de 2026. O evento será no Clube Internacional, na Zona Oeste da capital pernambucana, com início previsto às 8h no primeiro dia e término às 18h no segundo momento.

Ainda de acordo com a normativa, a ordem do dia contempla, entre outras deliberações, oficializar candidatos a governador, vice-governador e deputados, além da indicação dos representantes e delegados do Partido.

A expectativa é que o pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos compareça apenas no primeiro dia de convenção. Nos bastidores, comenta-se que o ex-prefeito do Recife deve participar, no dia 2 de agosto, da convenção do PT, em que será oficializada a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também de Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente.

Já o diretório estadual do MDB definiu o dia 25 de julho para o encontro que vai escolher os candidatos para compor a chapa majoritária da legenda. Ainda conforme a normativa, assinada pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry, o evento será na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), na área central do Recife.

Federação PSOL/REDE anuncia chapa

Na noite da próxima segunda-feira (13), a Federação PSOL/REDE se reunirá para determinar e aprovar a nominata completa da sua chapa majoritária para a disputa eleitoral deste ano de 2026.

Antes do anúncio oficial, programado para terça-feira (14), o Diario apurou que a chapa será composta pelo pré-candidato ao governo Ivan Moraes (PSOL), com Alice Gabino (REDE) de vice e Paulo Rubem Santiago (REDE) como pré-candidato ao Senado.

Sucesso! Fenearte 2026 tem desfiles de moda, oficinas, transporte gratuito e shows de Marcelo Jeneci e Flaira Ferro; veja programação e serviços

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Investimento do Governo de Pernambuco para a edição deste ano foi de R$ 15 milhões. 

“São iniciativas como a Fenearte que nós precisamos continuar consolidando. Artesanato, arquitetura, mobiliário: tudo anda junto. É assim que movimentamos a nossa economia, valorizando o que Pernambuco tem de maisautêntico”.

Foi com essas palavras que a governadora Raquel Lyra abriu oficialmente a 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, a gestora visitou estandes e cumprimentou artesãos, comerciantes e visitantes. Recepcionada ao som vibrante do xaxado do grupo Cabras de Lampião, de Serra Talhada, a governadora percorreu espaços como a Alameda dos Mestres e o tradicional Salão de Arte Popular Ana Holanda.

“Todo mundo está convidado para vir à Fenearte. Tenho certeza de que neste ano teremos recorde de público. Desta vez estamos abrindo um pouquinho mais cedo, para que tudo aconteça com tranquilidade. Nos próximos dias, Pernambuco se transforma na maior vitrine de artesanato da América Latina”, completou a chefe do Executivo estadual.

Com o tema “A Feira das Feiras”, a edição histórica da Fenearte presta homenagem às feiras livres do Estado, reconhecidas como ponto de partida de muitos mestres artesãos. O evento vai até o dia 20 de julho e reúne mais de 5 mil artistas, expositores e empreendedores, ocupando cerca de 700 espaços de comercialização, sendo mais de 300 voltados exclusivamente para artesãos pernambucanos. 
 
A presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Ana Luiza Ferreira, destacou que a expectativa é superar os R$ 108 milhões de impacto econômico da edição passada. “Tivemos ano passado 320 mil pessoas circulando por aqui, e esperamos este ano bater esse número. Estamos falando de 5 mil artesãos, 700 espaços de comercialização. Enfim, é um evento que, de fato, enche os olhos e o coração da gente”, disse a presidente. 
 
Responsável pela curadoria da feira, Camila Bandeira reforçou a conexão do tema de 2025 com a origem de muitos artistas. “Escolhemos o tema ‘A Feira das Feiras’ para fazer homenagem a essa trajetória, essa memória da Fenearte. E também fazemos uma referência a todas as feiras livres que estão espalhadas por todo o nosso território”, disse. Lúcio Omena, diretor de conteúdo da feira, reforçou o papel afetivo e transformador do evento. “Esta é uma edição que comemora 25 anos de uma política de Estado. É algo para se celebrar muito no Brasil”, disse.
 Realizada desde o ano 2000, a Fenearte se tornou mais do que uma reunião e encontro plural de atores da nossa cultura popular, hoje ela é um símbolo de política pública que já faz parte da formação e imaginário popular de todos os pernambucanos. 
 
Quem se faz presente desde o início de tudo pode contar o que viu, viveu e ouviu. É o caso de Geralda Farias, artesã e ex-coordenadora do evento. Ela participa da Fenearte desde a primeira edição. “Eu guardo a Fenearte como um marco de luz na minha vida. Foram 25 anos de êxito, é um prazer enorme participar”, afirmou a artista. 
 
PERNAMBUCO MEU PAÍS – A programação cultural é um dos destaques da feira. Pela primeira vez, o evento conta com o Palco Pernambuco Meu País, com 70 apresentações de grupos e artistas ligados à cultura popular. “A cultura popular é o grande destaque desta Fenearte. Temos diversas linguagens reunidas: música, dança, economia criativa e artesanato, além de oficinas para crianças e espaços para toda a família”, destacou a secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula.
 
O presidente da Empetur, Eduardo Loyo, também ressaltou a importância da feira na mensuração de resultados turísticos. “A Fenearte lota os hotéis da Região Metropolitana do Recife. Nosso setor de pesquisa avalia o perfil dos visitantes e o impacto na economia. Ano passado já tivemos recorde de movimentação e esperamos bater novamente esses números”, explicou Loyo.
 
A feira também oferece serviços como o Espaço Cidadania, voltado para acolhimento de crianças de 4 a 13 anos enquanto pais e mães trabalham ou visitam o evento. Também há exposições imersivas e o espaço do Programa Pernambuco Artesão, uma parceria com o Sebrae que estimula a produção e capacitação dos artistas.
 
Além disso, também foi feito um investimento na segurança para o evento. Durante os dias de feira, 1342 profissionais de segurança pública estarão a postos para atender os visitantes por meio da Delegacia Móvel, ações do Alerta Celular. Haverá também vigilância por meio de drones e pela Plataforma de Observação Elevada, instalada na área externa do evento. 
 
Do interior de São Paulo, a artesã Isabel Ferrari participa pela primeira vez da feira e exibe bancos esculpidos em marchetaria. “É um reconhecimento enorme estar aqui. É muito bom conhecer os artistas que sempre admirei de longe e poder compartilhar meu trabalho com um público tão interessado”, relatou.

Planejamento Familiar

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A discussão sobre esse tema oscila entre extremos: de um lado, os dogmas defendidos pela Igreja Católica, especialmente o preceito “crescei e multiplicai-vos”; de outro, um Estado brasileiro representado por políticos temerosos de enfrentar a questão com a seriedade necessária. Quando se fala em planejamento familiar, o debate ocorre de forma tímida e incompreensível.

Devido às radicalizações, uma questão objetiva tornou-se um problema complexo e de difícil solução, pois o Estado se omite de exercer sua soberania plena sobre um tema crucial para a sociedade.

A liberdade sexual tem resultado em um número crescente de jovens grávidas precocemente, formando famílias sem condições financeiras para se sustentarem. Essas gravidezes fortuitas evidenciam a falta de preocupação com doenças graves e contagiosas, que podem afetar as mães, os bebês e seus parceiros – incluindo o HIV/AIDS.

Como regra, essa juventude mal concluiu a 4ª série do ensino fundamental, tem dentes cariados ou sequer os tem, não possui convênio médico e, na maioria dos casos, está desempregada. Mesmo que alguns desses fatores sejam minimizados, a gravidez exige equilíbrio emocional e preparo psicológico para a criação de um filho.

Da mesma forma que algumas pessoas têm condições de ter quantos filhos quiserem, quem não possui recursos mínimos para se sustentar deveria evitar.

Além dos problemas individuais, surgem também impactos coletivos. Parte da sociedade – em especial a mídia – insiste em apontar a adoção como solução para o abandono de crianças. Mas a responsabilidade deve recair sobre os pais. São eles os únicos responsáveis. É mais racional, inteligente e econômico evitar filhos do que tê-los para condená-los à privação. Nenhuma política de adoção resolve o problema do abandono infantil: a cada dez crianças adotadas, outras duzentas vão para as ruas no dia seguinte. Essa necessidade psicológica de procriação precisa ser substituída por valores como estudo, lazer, prática esportiva, música, dança e outras atividades culturais.

Cabe ao Estado promover campanhas permanentes na mídia, especialmente na televisão e no rádio, informando de forma clara e objetiva sobre métodos contraceptivos. Além disso, deveria disponibilizar, para todos os cidadãos – independentemente de classe social –, preservativos, vacinas, pílula do dia seguinte e demais recursos existentes, bem como facilitar a realização da vasectomia e da laqueadura nos hospitais públicos, exigindo apenas a maioridade e a vontade da pessoa.

O Ministério Público deveria atuar com mais rigor, punindo o abandono material e intelectual de crianças – crimes previstos no Código Penal há mais de meio século. Enquanto abandonar filhos não trouxer consequências jurídicas significativas, a sociedade continuará assistindo à dolorosa cena de crianças sujas e descalças nos semáforos, dormindo em praças públicas e sofrendo todo tipo de abuso.

O enfrentamento do problema tem sido negligenciado pelo Estado, pela sociedade, pelas famílias e, principalmente, pelos próprios jovens. A ignorância se alia ao machismo arraigado, e quase nenhum pai ou responsável é penalizado pelo abandono dos filhos. Responsáveis diretos ou não, todos aceitam passivamente a perpetuação desse ciclo.

Sexo, sempre – na quantidade desejada por cada um. Mas fazer sexo jamais pode ser sinônimo de fazer filhos.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos – SP

Quando o agressor mora em casa: o desafio de proteger a infância no Brasil

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O Brasil enfrenta uma crise humanitária silenciosa que ocorre dentro de quatro paredes. Dados recentes do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania revelam um cenário devastador: as denúncias de violência infantojuvenil cresceram assustadores 120% em apenas cinco anos.

O salto de 73.635 registros em 2020 para 165.413 em 2025, monitorado pelo serviço do Disque 100, não é apenas um ajuste estatístico ou reflexo de uma maior propensão a denunciar; é o sintoma de uma sociedade que falha sistematicamente em proteger sua parcela mais vulnerável.

O ritmo de 2026 é ainda mais preocupante, com 115.814 denúncias registradas apenas no primeiro quadrimestre, indicando, conforme alertas da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que o teto histórico será novamente superado. A anatomia dessa violência é cruel. Das violações reportadas este ano, 32 mil referem-se a crimes sexuais, dado que encontra eco nas notificações do Ministério da Saúde/Sinan, que em estados como São Paulo chegam a representar 90% dos casos de violência física notificada, de acordo com análises do UNICEF Brasil.

O perfil das vítimas desenha uma tragédia de gênero e idade: a maioria é do sexo feminino, concentrada na faixa etária de 4 a 8 anos, segundo os registros epidemiológicos do Sinan. O dado mais perturbador, contudo, reside na origem da agressão. Longe de ser um perigo externo, o autor da violência é, em regra, uma pessoa de confiança: pais, padrastos e familiares próximos.

A casa, que deveria ser o santuário da infância, consolidou-se como o principal cenário de abusos, negligências e torturas físicas e psicológicas. Essa crise de violência apresenta múltiplas dimensões. Além do abuso sexual, a negligência e a exploração seguem destruindo o desenvolvimento cognitivo e emocional de milhões de jovens.

A reiteração desses crimes sob o teto familiar evidencia a fragilidade das nossas redes de monitoramento. Se o agressor é quem detém a guarda e o afeto da criança, o Estado e a sociedade civil precisam ser muito mais do que receptores de denúncias via disque 100; precisam ser agentes de busca ativa e prevenção primária, conforme preconizam as diretrizes do UNICEF Brasil para a proteção integral.

Para reverter este quadro, é imprescindível que o Brasil avance em duas frentes. Primeiro, na educação protetiva nas escolas: crianças precisam ser ensinadas, de forma lúdica e adequada à idade, a identificar toques inadequados e a diferenciar segredos saudáveis de ameaças.

Segundo, é urgente o fortalecimento orçamentário dos Conselhos Tutelares e das delegacias especializadas, pauta defendida pelo Senado Federal, garantindo que a denúncia resulte em punição efetiva e acolhimento psicossocial imediato.

Não podemos aceitar que o crescimento das estatísticas seja normalizado. Proteger a infância não é uma escolha política, é o requisito básico para a existência de um futuro minimamente civilizado.

  • Artigo de Joice Martins Diaz*. Joice Martins Diaz é Pedagoga e Mestre em Educação. Além disso, é professora e coordenadora dos cursos de Pós-graduação em Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

Partido Novo em Pernambuco declara apoio à reeleição de Raquel Lyra

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A decisão eleitoral partiu da direção estadual da legenda em conjunto com os mandatários, após conversa com filiados e lideranças do Novo no estado

A oficialização do apoio à governadora foi anunciado nesta sexta-feira (10)/Gabriel Agra

A oficialização do apoio à governadora foi anunciado nessa sexta-feira (10) (Gabriel Agra)

O Partido Novo em Pernambuco oficializou, nesta sexta-feira (10), o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). A decisão eleitoral partiu da direção estadual da legenda, que tem como presidente estadual Tecio Teles, em conjunto com os mandatários do partido, o deputado estadual Renato Antunes e os vereadores do Recife Eduardo Moura e Felipe Alecrim, após conversa com filiados e lideranças do Novo no estado.

Segundo a legenda, a definição do apoio levou em consideração a atual conjuntura política de Pernambuco, como também a avaliação de que a continuidade da gestão de Raquel Lyra representa a alternativa mais alinhada às prioridades de Pernambuco e com as pautas do Novo para o estado.

“A governadora é trabalhadora, honesta e merece ser reeleita. O apoio a Raquel se dá por entendermos que ela representa o melhor projeto para Pernambuco e que, em hipótese alguma, o Novo se omitiria diante da possibilidade de o PSB voltar a governar o Estado. O nosso compromisso maior é com os pernambucanos e com o futuro de Pernambuco”, afirmou Tecio Teles.

Com o apoio à pré-candidatura de Raquel Lyra, o partido Novo reafirma a posição de não se aliar ao ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas, João Campos (PSB). Ademais, na avaliação da legenda, essa definição deve ampliar a base política da governadora e fortalecer a presença eleitoral dela na Região Metropolitana do Recife, assim como no interior do Estado.

Convenção partidária

O partido Novo em Pernambuco realizará, no dia 21 de julho, a convenção estadual que oficializará sua chapa majoritária. O evento está marcado para as 17h, no Clube Internacional do Recife, localizado na Zona Oeste. A data também marcaria o posicionamento da legenda na disputa pelo Governo de Pernambuco, mas a definição foi antecipada pela legenda.

Como foco na ampliação da representação do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, o Novo também direciona esforços para consolidar a pré-candidatura de Carlos Sant’Anna ao Senado Federal.

 

Ministro Dino dá 10 dias para Hugo Motta enviar documentos de emendas sob suspeita

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Segundo a decisão, a Câmara deverá encaminhar a documentação de forma individualizada e organizada por emenda

 /Foto: Rosinei Coutinho/STF

(Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio de ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que apresente, em prazo de 10 dias corridos, todos os documentos de tramitação interna das emendas parlamentares investigadas por suspeita de irregularidades e ingerência de verbas públicas.

Segundo a decisão, a Câmara deverá encaminhar a documentação de forma individualizada e organizada por emenda, para subsidiar a apuração de suspeitas de direcionamento ilícito e possível desvio de finalidade na destinação de recursos.

“Expeça-se ofício ao exmo. sr. presidente da Câmara dos Deputados, para que, no prazo corrido de dez dias, apresente todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela representação da autoridade policial, de modo individualizado e organizado por emenda”, determina Dino.

A determinação vem porque os investigadores da Polícia Federal responsáveis pela Operação Transparência suspeitam que ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente do PL e ex-deputado, Valdemar Costa Neto, utilizavam uma operadora dentro da Câmara dos Deputados para influenciar a destinação de emendas parlamentares.

No despacho, o ministro determinou a intimação da Câmara, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para cumprimento, em suas esferas de competência, da suspensão imediata da execução de despesas públicas ligadas às emendas indicadas pela autoridade policial, em qualquer fase (empenho, liquidação ou pagamento).

A decisão prevê que, após a efetivação das medidas de indisponibilidade patrimonial, seja levantado o sigilo do despacho.