PT convoca festa no Eixão Norte para celebrar vitória de Lula. É neste domingo(01)
Militância se reúne neste domingo(01) em Brasília para celebrar o resultado das urnas no segundo turno



Aos 27 anos, Clarice Cardoso é mãe de Agatha, Allan e André, de nove anos. Os filhos são de relacionamentos anteriores à união que mantém com um homem de 30 anos, que trabalha na montagem de torres de transmissão de energia elétrica. Por causa do serviço, ele passa cerca de três meses fora de casa, antes de retornar por períodos de 15 a 20 dias. Naquele domingo, os dois decidiram aproveitar uma dessas breves temporadas juntos.
Em visita a Brasília, acompanhada da advogada Nathaly Moraes, Clarice reconstituiu ao Correio os acontecimentos daquele 4 de janeiro. As duas vieram para conversar com autoridades e chamar atenção para o caso.
No dia dia do desaparecimento, Clarice acordou às 6h, como de costume. Até as 12h, deu café da manhã para as crianças, banho e as deixou aos cuidados da mãe dela, da qual é vizinha. Depois, Clarice e o companheiro subiram na moto e seguiram pela estrada de chão batido rumo à Bacabal, a cerca de 40 minutos dde onde moram.
Primeiro, foram a um sítio de lazer, onde passaram parte da tarde. Depois, seguiram para uma agência bancária, uma farmácia e a rodoviária. Precisavam comprar a passagem de ônibus para o retorno do companheiro ao trabalho. Por volta das 17h, Clarice olhou o celular e encontrou dezenas de ligações e mensagens. Não as percebeu antes por falhas de sinal na região. “Minha mãe e minha sobrinha diziam que os meninos tinham sumido. Voltamos às pressas de moto”, relata.
Clarice e o companheiro voltaram à cidade de moto para prestar queixa na Delegacia de Polícia de Bacabal. Não tinha delegado na unidade — apenas um repórter da cidade e um escrivão. “O policial orientou que procurássemos o Corpo de Bombeiros. Não imaginariam toda essa proporção”, desabafou, vestida com uma camiseta branca estampada com a foto dos filhos.
Naquela mesma noite, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), determinou o envio de policiais militares do Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar) à região. As buscas vararam a madrugada, sem resultados. Não havia rastros, testemunhas nem câmeras que pudessem ajudar a reconstituir o trajeto das crianças. A iluminação também era escassa: poucos postes, instalados nas proximidades das casas, projetavam fachos de luz que mal iluminavam. A situação é a mesma há mais de nove meses.
Dois dias depois do desaparecimento, houve reforço das tropas. A ofensiva incluiu helicópteros, cães farejadores, médicos de prontidãodo Samu, Defesa Civil e órgãos municipais. Em 6 de janeiro, a Prefeitura de Bacabal publicou a primeira nota do caso no site institucional: “Prefeitura de Bacabal atua em conjunto com forças de segurança nas buscas por crianças desaparecidas.”
Seguindo uma linha reta, quatro quilômetros separam o quilombo São Sebastião dos Pretos do povoado Santa Rosa. Na tarde do dia 7 de janeiro, três produtores rurais passavam de carroça por um local ermo e encontraram um menino nu e debilitado. Era Anderson, com 10kg a menos. O garoto tem diagnóstico de autismo e pouco se comunicava com as equipes de resgate. O short que vestia e a sandália que calçava foram encontrados por voluntários na vegetação, um dia depois.
Anderson permaneceu internado por 14 dias no Hospital Geral de Bacabal. O retorno ao povoado foi acompanhado de um aparato de assistentes sociais e psicólogos. Os cuidados médicos intercavalam com o trabalho investigativo. Àquela altura, a polícia apostava todas as fichas para a elucidação do sumiço de Agatha e Allan num relato de Anderson.
O menino é filho do irmão de Clarice, que ficou frente a frente com o sobrinho várias vezes no anseio de que ele lembrasse de alguma coisa. Mas Anderson tinha uma memória imprecisa do ocorrido. Em um dos diálogos, Clarice ouviu dele o que já desconfiava. “Ele disse que foi levado por um homem e uma mulher. Que tiraram a roupa dele. Só”, diz a mãe de Agatha e Allan.
A informação era grave. Aos poucos, Anderson recordava vagamente de alguns detalhes. Mencionou ter bebido água em uma poça, ter andado na beira de uma cerca, ter se abrigado em uma casa “caída” e repetia: “Levaram a Belinha e o Michael”. Ela desconfia que o sobrinho foi ameaçado. “Hoje, quando ele vem me dar a benção, não consegue olhar nos meus olhos”, explica Clarice.
O resgate de Anderson com vida e o estado em que foi encontrado intrigaram as forças de segurança. Enquanto o menino se recuperava no hospital, mais de 600 voluntários em motos, carros e caminhonetes chegavam ao povoado para ajudar nas buscas. Eram moradores de São Luís, de povados próximos e até residentes de outros estados.
As tropas somavam em mais de 500 profissionais e duas bases de buscas foram erguidas no quilombo como pontos de apoio. Debaixo de lonas, os colaboradores e agentes se alimentavam, traçavam novas estratégias de buscas e promoviam coletivas de imprensa quase que diariamente. As entrevistas apresentavam um balanço diário das buscas.
De concreto, as pistas eram mínimas. Em 16 de janeiro, uma nova informação: voluntários haviam encontrado a casa “caída” que Anderson mencionava. O barraco está situado no meio da mata do povoado São Raimundo, 3,5 km em linha reta da comunidade São Sebastião dos Pretos. Às margens do Rio Mearim, a habitação construída com barro, troncos de madeira e coberta por palha, serve como ponto de parada de pescadores.
À época, o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, afirmou que cães farejadores identificaram a presença das três crianças no barraco e à margem do rio. No dia 17, com a informação do rastro dos irmãos à beira do Mearim, 11 militares da Marinha chegaram em Bacabal para ampliar a força-tarefa. A equipe usou ferramentas de ponta. Entre elas, uma lancha equipada com side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens detalhadas do leito do rio. O capitão dos Portos do Maranhão, Augusto Simões, explicou, à época, como funcionava o equipamento.
“Estamos aqui para poder empregar a mesma tecnologia que foi empregada em Estreito, por ocasião da queda da ponte (HIPERTEXTO): um sonar. Ele faz um escaneamento, gerando uma imagem do leito do rio, da coluna d’água e do fundo do rio, vamos dizer assim, e a gente consegue identificar algum tipo de anomalia e, assim, otimizar as buscas que estão sendo realizadas pelos bombeiros mergulhadores”, explicou.
Nada foi encontrado. Nenhum rastro ou elemento que comprovasse possível afogamento. Clarice afirma que os filhos nunca foram na beira do rio, pois tinham medo.
Sob a mesma lona que abrigava voluntários e agentes, autoridades estaduais e federais da segurança pública do Maranhão reuniram-se, na tarde de 22 de janeiro, para apresentar a nova fase da operação de buscas. Até ali, os 19 dias de trabalho haviam exigido esforço físico, varreduras em campo e investigação. A partir daquele momento, a operação passaria a concentrar as buscas em pontos específicos, com base em denúncias, com o aprofundamento do trabalho de apuração. Naquele dia, também seria publicada a última nota sobre o caso no site da Prefeitura.
Uma das bases seria desativada, os pontos vistoriados no rio não indicavam nenhum vestígio e a Polícia Militar maranhense e o Exército dariam suporte técnico à operação, com deslocamento imediato a locais de difícil acesso. A maior operação de busca por pessoas desaparecidas na história do estado desmobilizava-se parcialmente.
Na Polícia Civil do Maranhão, o inquérito sobre o desaparecimento de Ágatha e Allan continua aberto, mas o caso ganhou atenção internacional. No começo de setembro, a advogada da família, Nathaly Moraes, informou que a Interpol se colocou à disposição para auxiliar nas buscas após contatos feitos com o consulado e o Núcleo de Cooperação Internacional.
A nova frente internacional surgiu a partir de informações sobre crianças resgatadas fora do país. Não se confirmou, no entanto, que os irmãos estariam entre elas. Em outubro, Clarice e a defensora estiveram em Brasília para pedir apoio das autoridades políticas, entre as quais a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Clarice tem certeza de apenas uma coisa: não desistirá. Enquanto clama por ajuda para encontrar os filhos, enfrenta o trauma de continuar vivendo no lugar onde nasceu, mas que, desde o desaparecimento das crianças, se tornou cenário de sua dor diária.
Paulo Roberto da Costa Castilho, promotor da 1ª Promotoria Criminal de Bacabal
Depois de nove meses do desaparecimento das crianças, o que o Ministério Público sabe sobre o caso e qual tem sido sua atuação?
Até o momento, não temos informações que permitam afirmar que houve um crime. O que sabemos é que as crianças desapareceram e isso abre diferentes possibilidades. O Ministério Público atua tanto na área criminal quanto na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. No caso de Anderson Kauã (primo de Agatha e Allan), temos acompanhado os cuidados com ele, com a preocupação de evitar pressões excessivas e a revitimização. Durante as buscas, acompanhamos a força-tarefa e, depois que o encontraram, procuramos preservar a criança e obter informações que pudessem ajudar a esclarecer o que aconteceu. Dentro das condições dele, conseguimos colher um depoimento com o auxílio de uma psicóloga.
Quais hipóteses continuam sendo investigadas e que resultados foram obtidos até agora?
A polícia ainda recebe denúncias sobre o paradeiro das crianças? Como o Ministério Público avalia essas informações?
A polícia mantém um canal aberto para receber denúncias e informações. Fui informado pela polícia de que continuam chegando relatos, mas muitos são desencontrados. Houve até o recebimento de fotografias produzidas por inteligência artificial. Também surgem informações de que as crianças teriam sido vistas em outras cidades, mas, quando verificadas, algumas não se confirmam. Isso prejudica o andamento do trabalho, porque mobiliza equipes e consome tempo e recursos que poderiam ser direcionados a outras diligências. Todas as informações recebidas são avaliadas, mas é necessário verificar sua veracidade.
O inquérito teve a prorrogação solicitada por mais 90 dias. O que falta para a conclusão e quais são os possíveis desdobramentos?
O inquérito policial tem prazo, finalidade específica e precisa ser concluído. A polícia pediu a prorrogação por mais 90 dias, sob a justificativa de que ainda há diligências a cumprir, e o Ministério Público se manifestou favoravelmente. A investigação é conduzida por um grupo de investigadores e delegados de fora da comarca, com participação de um delegado do Departamento de Proteção à Pessoa. Ao final, se não forem encontradas provas suficientes, poderá ser solicitado o arquivamento, sem prejuízo de eventual reabertura diante de novas provas. Se houver elementos que indiquem a autoria de um crime, também poderá haver indiciamento. Por enquanto, há linhas investigativas em aberto e o trabalho continua. (DD)

Senadores Teresa Leitão e Humberto Costa e deputado federal Carlos Veras (Foto: Roberto Stuckert Filho)
A composição do Congresso Nacional definida nas eleições gerais de 2026 apresentou um novo desafio ao quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da vitória expressiva nas urnas, o líder petista terá o desafio de lidar com uma oposição mais consolidada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e, como consequência, dependerá da articulação dos aliados nas Casas para avançar em pautas de maior interesse.
De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), na Câmara, Lula contará com uma base de apoio mais fiel composta por 124 deputados, enquanto 246 parlamentares têm uma postura mais ao centro e outros 143 estarão na oposição, sendo 121 apenas do Partido Liberal (PL), do candidato derrotado à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Já no Senado, os cálculos são de 16 senadores de apoio consistente, 31 de apoio condicionado e outros 34 na oposição, sendo 28 do PL.
Em meio ao cenário complexo, o deputado federal reeleito Carlos Veras (PT), que coordenou a campanha eleitoral de Lula em Pernambuco, afirma que foi iniciada a consolidação de uma “frente democrática”, composta por 366 deputados e deputadas, que visa impedir retrocessos em direitos fundamentais conquistados. “[Vamos] fazer um bloco só com os partidos que defendem a democracia e o Estado Democrático de Direito, que respeitam o resultado das urnas, a vontade do povo”, disse em entrevista ao Diario de Pernambuco.
Já na Casa Alta, a articulação em busca de uma unidade ampla sob o guarda-chuva da democracia deve enfrentar maior resistência, na avaliação do senador Humberto Costa (PT). “Não é tão fácil no Senado construir uma alternativa como essa. A esquerda, que é o PT mais alguns partidos, deve chegar a uns 16 senadores. Vamos ter que ver dentro do Centrão, quantas pessoas a gente dispõe para poder articular uma frente como essa. Talvez não seja tão fácil como foi lá na Câmara”, disse ao Diario.
Para a senadora Teresa Leitão (PT), o crescimento do PL no Senado não deve interferir na necessidade já existente de articulação com partidos mais ligados ao centro. A parlamentar avalia que o cenário na Casa difere da Câmara, em razão do menor número de cadeiras, o que não traria a urgência da conformação de uma frente democrática mais ampla. “Há um modo de funcionamento diferente, nós somos poucos, não temos todos os partidos que existem na Câmara e já funcionamos numa base significativa do presidente Lula”, argumentou.
Foco do próximo mandato
Após a aprovação no Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1, o presidente Lula apresentou como uma pauta complementar à PEC da Tarifa Zero, que determina a gratuidade nos transportes públicos, incluindo ônibus e metrôs, aos sábados, domingos e feriados em todo o país. Para o próximo mandato, o tema é tratado como a principal prioridade por aliados tanto na Câmara quanto no Senado.
Veras defende não apenas a proposta inicial de Lula, mas um aprofundamento e extensão do benefício para outros dias da semana. “O governo apresentou uma medida provisória em que a tarifa zero é nos finais de semana. Eu defendo tarifa zero durante toda a semana, como a gente faz em Maricá, que é um município governado pelo PT, pelo ex-deputado federal [Washington] Quaquá. Temos exemplos de que é possível, temos que garantir um transporte de graça para a classe trabalhadora”, afirmou o deputado.
Humberto Costa pondera que o financiamento da medida deve gerar um debate mais intenso no Congresso, uma vez que o Governo Federal propôs a utilização de verbas sob a responsabilidade de parlamentares. “A alternativa de financiamento dessa política apresentada pelo Presidente são recursos que hoje estão destinados às emendas parlamentares. Obviamente, isso não vai poder ser implementado se não passar por uma discussão”, afirmou.
Outra pauta relevante é a PEC da Segurança Pública, que pretende distribuir a competência da área entre os três entes da Federação, por meio do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), promovendo a articulação entre as polícias civis, militares e federal com as guardas municipais.
Neste tema, Humberto avalia que a inclusão da redução da maioridade penal deve ser a principal bandeira defendida por parlamentares da extrema direita. No entanto, segundo Teresa, o direcionamento da base de apoio é de não abrir mão do texto enviado pelo Planalto. “A questão já está na pauta e nós vamos rejeitá-la. Ela já está como uma emenda à PEC da Segurança e a posição é de aprovar a PEC sem nenhuma emenda”, explica a senadora.
No seu primeiro discurso após a vitória eleitoral deste ano, Lula também defendeu a regulamentação das redes sociais, através da criação de regras explícitas para a atuação das grandes plataformas no ambiente digital. A proposta é vista como essencial por aliados, especialmente após a suspeita de interferência política da Meta, proprietária do Instagram e do WhatsApp, no pleito deste ano.
“Isso tem que ser urgente, não pode ficar muito longe da eleição, porque o nível de interferência, especialmente da Meta nesse processo, foi muito grande. Eu acho que o governo vai querer colocar isso de imediato e nós queremos também”, disse Humberto. Para Carlos Veras, a medida é tida como prioridade para que as redes sociais deixem de ser uma “terra sem lei” e promovam um ambiente mais democrático. (Diário de Pernambuco)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu que a chamada “minuta do golpe” deve ser armazenada pela Polícia Federal como prova da trama golpista. Na mesma decisão, ele também determinou o destino de outros objetos apreendidos durante as investigações, como dois passaportes e uma pistola, que deve ser destruída.

Moraes escreveu, em sua decisão, que os objetos apreendidos não poderão ser devolvidos enquanto interessarem ao processo. Ele afirma que a minuta “constituiu elemento de prova relevante para a persecução penal, razão pela qual deve permanecer acautelado em depósito nas dependências da Polícia Federal”.
Sobre as pistolas apreendidas, acompanhadas de munição e maleta, o ministro recomendou que sejam destruídas. A posição sobre as armas é a mesma defendida pela Procuradoria Geral da República (PRG). Já os passaportes apreendidos, assim como a minuta, não devem ser restituídos pois servem de prova no processo, segundo o que foi decidido pelo magistrado.
A “minuta do golpe” foi encontrada na casa do ex-ministro de Jair Bolsonaro, Anderson Torres. O texto não foi publicado, mas previa a decretação de estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com potencial para mudar o resultado das eleições.
O decreto foi apresentado em uma reunião no Palácio do Planalto em 7 de dezembro de 2022, em uma reunião que contou com a presença do então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, do então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, Freire Gomes, de Felipe Martins e de Jair Bolsonaro.
O documento declara: “jogando de forma incondicional dentro das quatro linhas, com base em disposições expressas na Constituição Federal de 1988, declaro o Estado de Sítio; e, como ato contínuo decreto Operação de Garantia da Lei e da Ordem”. (Estadão Conteúdo)

A Defensoria Pública do Estado de Pernambuco (DPPE) está com inscrições abertas para a Seleção Pública 2026 do Programa de Estágio de Graduação em Direito. São oferecidas 187 vagas, além de cadastro de reserva, em comarcas de todas as regiões de Pernambuco. As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de novembro de 2026.
Organizado pelo Instituto Sustente, o processo seletivo busca estudantes para atuação na instituição, proporcionando formação acadêmica e experiência prática na área jurídica. O estágio terá duração inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Remuneração e benefícios
Os selecionados receberão bolsa mensal de R$ 1.000,00 e auxílio-transporte de R$ 100,00, além de seguro contra acidentes pessoais e recesso remunerado de 30 dias, integral ou proporcional ao período trabalhado. A jornada será de seis horas diárias.
Para participar, é necessário estar regularmente matriculado no curso de Direito. No momento da convocação, o candidato deverá estar a partir do quinto período da graduação e ter, no mínimo, um ano restante para a conclusão do curso.
Etapas da seleção
A seleção será realizada integralmente on-line, com prova objetiva e redação, ambas de caráter eliminatório e classificatório. A prova objetiva terá 50 questões de conhecimentos específicos, totalizando 70 pontos. A redação, em língua portuguesa, valerá até 30 pontos e abordará tema atual relacionado às áreas de atuação da Defensoria Pública. O texto deverá ter entre 1.400 e 2.800 caracteres.
As provas estão previstas para o dia 27 de novembro de 2026, com abertura da sala virtual e início da avaliação às 14h. Os candidatos deverão atender às exigências técnicas para a realização das avaliações.
Política de reserva de vagas
Há reserva de vagas para pessoas com deficiência, pessoas negras (pretas ou pardas), indígenas, pessoas trans e pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, conforme os critérios estabelecidos. Também é possível solicitar nome social e atendimento especial, nos termos previstos para a seleção.
Inscrições
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Sustente, com taxa de R$ 95,00. Candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos poderão solicitar isenção.
A aprovação não garante contratação automática. As convocações ocorrerão conforme a disponibilidade de vagas, a classificação dos candidatos e as regras do processo seletivo.
Mais informações e inscrições: www.sustente.org.br.


O encontro também debateu a proposta de descarbonização dos veículos, como forma de reduzir a emissão de gases do efeito estufa, além de possibilidades para a ampliação do abastecimento de água em todo o estado. “Quero agradecer muito pela recepção para tratar de temas tão relevantes, que irão assegurar maior desenvolvimento para nossa região. Vamos ter um encontro em Recife também para continuar avançando e garantir um Pernambuco cada vez mais forte”, disse Raquel.
A chefe do Executivo estadual apresentou ao diretor adjunto do Departamento da América Latina da AFD, Alain Humen, alternativas para viabilizar o avanço da transição energética e priorizar uma mobilidade urbana baseada na sustentabilidade. A parceria deve envolver a adaptação da infraestrutura existente, além da aquisição de equipamentos e contratação de serviços técnicos e consultorias especializadas.
A transformação da frota do transporte público até 2030, tendo como horizonte a eficiência interligada à sustentabilidade, foi uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Raquel Lyra. Neste sentido, uma das ações recentes, realizada em parceria com o Governo Federal, foi a aquisição de 100 ônibus elétricos climatizados e 50 carregadores. A frota atual do estado conta com cerca de 2.500 ônibus, que atendem todos os dias quase 1,4 milhão de pessoas.
A reunião também discutiu o programa E-MOTION, iniciativa regional que busca expandir a adoção de ônibus elétricos pelo mundo a partir da apresentação de alternativas de financiamento. Países como Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e República Dominicana participam de forma conjunta, contribuindo com projetos de políticas públicas voltadas à eletromobilidade.
Além da governadora, estiveram presentes o secretário-chefe de Gabinete, Eduardo Vieira,o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça,o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho, o secretário de Comunicação, Rodolfo Costa Pinto, o secretário da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais, João Salles, a gerente-geral de Relações Internacionais, Marina Silva, e o diretor adjunto da Divisão de Mobilidade e Infraestrutura Digital da AFD, Stéphane Carcas.(Secom)

Ana Raquel, terceirizada na Câmara dos Deputados, vai fazer o concurso para o cargo de analista legislativo – (crédito: Ana Viana)
Ana Raquel Costa Geraldes Foscaches, 39 anos, trabalha há quase oito anos na Câmara dos Deputados como editora de livros e preparadora de originais das Edições Câmara. Dali saem livros voltados à preparação para os concursos da Casa, especialmente sobre o Regimento Interno, o Regimento Comum e o processo legislativo. Agora, é ela quem vai estudar para um deles. Terceirizada, Ana Raquel pretende disputar uma vaga de analista legislativo na especialidade de registro e redação, o antigo taquígrafo, para continuar no ambiente de que gosta, mas com outro vínculo. “O salário é, sem dúvida, um grande incentivo para estudar para o concurso”, afirma.
A diferença entre os dois vínculos aparece no contracheque e na rotina. Ana Raquel conta que exerce as mesmas atribuições que alguns servidores. Segundo ela, os salários e os benefícios dos terceirizados variam conforme o cargo, mas, em geral, são bem inferiores aos dos concursados. Ela cumpre as 40 horas semanais no prédio, enquanto os servidores podem dividir a semana entre 20 horas presenciais e 20 horas em teletrabalho. A estabilidade, lembra, só é garantida aos estatutários. “Com essa remuneração, eu teria mais tranquilidade financeira, poderia planejar melhor o futuro e teria mais condições de garantir uma aposentadoria confortável.”
A oportunidade veio com o Edital nº 1, publicado pela Câmara em 2 de outubro. São 66 vagas imediatas e 118 de cadastro reserva, em 11 especialidades de nível superior, com remuneração inicial de R$ 32.070,88, carga horária de 40 horas semanais e lotação em Brasília. Os servidores da Casa recebem, ainda, auxílio-alimen- tação de R$ 1.860,44, segundo o sindicato dos servidores do Legislativo federal (Sindilegis). As inscrições ficam abertas de 15 de outubro a 17 de novembro, com taxa de R$ 130, no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora. Os pedidos de isenção podem ser feitos de 15 a 23 de outubro.

Léo van Holthe garante que há tempo para estudar(foto: Arquivo Pessoal)
As provas objetivas e a discursiva serão aplicadas no mesmo dia, 17 de janeiro de 2027, em 26 capitais e no Distrito Federal, e o resultado final está previsto para 30 de abril. São três meses e meio entre o edital e a prova, prazo maior do que o do concurso anterior da Casa, cujo edital saiu em 30 de dezembro de 2025 e cuja prova foi aplicada em 8 de março de 2026. Para Leo van Holthe, professor de direito do IMP Concursos, o tempo é suficiente para quem começar agora. “Quem fizer uma boa preparação nesses três meses e meio pode, sim, se considerar no páreo para essa prova”, afirmou, em material enviado ao Correio.
Da taquigrafia à IA
Registro e redação é o nome atual da carreira conhecida como taquigrafia. Pelo edital, cabe a esses analistas registrar os discursos e os debates do Plenário e das comissões da Câmara e do Congresso, documentá-los oficialmente e elaborar sumários das intervenções realizadas nas sessões. É a especialidade com mais vagas, 25 imediatas e 25 de cadastro reserva, e a única que aceita diploma de graduação em qualquer área.
Para esse trabalho, o edital traz uma novidade. Nos conhecimentos específicos, ao lado de linguística, processo legislativo e ciência política, aparece a disciplina de reconhecimento de fala, transcrição e inteligência artificial. Ela cobra como funcionam os programas que convertem voz em texto, como esses sistemas identificam cada orador quando várias pessoas falam, a pontuação automática e as dificuldades das ferramentas com sotaques e com o vocabulário parlamentar do português brasileiro. O edital cita nominalmente Whisper, da OpenAI, Google Speech-to-Text, Azure Speech e AWS Transcribe.
Parte do conteúdo trata da divisão de tarefas entre a máquina e o servidor. O candidato precisa saber o que diferencia a transcrição automática da revisão humana e como funciona o fluxo em que a inteligência artificial produz a primeira versão do texto e uma pessoa a revisa, com critérios de qualidade e de fidelidade. Outros tópicos tratam da geração automática de atas e resumos de sessões, da busca em acervos parlamentares, da proteção de dados, dos direitos autorais e da ética no uso dessas ferramentas.
Segundo Leo, a seleção não terá a prova prática tradicional de apanhamento taquigráfico, na qual o candidato registra a fala em escrita abreviada.
Para o professor, um dos principais erros de quem disputa a vaga é concentrar os estudos apenas em linguística. “Também será importante saber Ciência Política e essa nova disciplina de Reconhecimento de Fala, além dos demais conhecimentos previstos no edital”, orienta.
O alerta vale para Ana Raquel, formada em letras pela Universidade de Brasília (UnB). Ela escolheu a especialidade porque as funções exigem domínio da língua portuguesa, compreensão textual, gramática e vocabulário. O maior desafio, conta, é o processo legislativo, “principalmente pela quantidade de detalhes” que precisa memorizar, apesar do fácil acesso ao material.
Maria Eduarda Ribeiro Braga, 24 anos, vai disputar a mesma especialidade com outra bagagem. Também formada em letras pela UnB e moradora de Águas Claras, ela se dedica hoje em tempo integral aos concursos. Estuda para eles desde novembro do ano passado e, para a Câmara, desde janeiro. Fez provas de analista legislativo e de policial legislativo, além das seleções da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e da Funpresp-Jud. Linguística é o ponto forte. Regimento, ciência política e processo legislativo ela revisa a partir do que estudou para a prova de analista legislativo.
O que pede mais dedicação é informática. Para ela, a especialidade não é só uma porta aberta a qualquer diploma. “Sei que para muitas pessoas é apenas o único cargo que não tem restrição de formação, mas eu genuinamente tenho um apreço enorme pelas atribuições do cargo.” Quando pensa na aprovação, lembra primeiro dos pais: “o possível retorno financeiro que eu poderia dar aos meus pais, especialmente em relação a um plano de saúde de qualidade”
Onde estão as vagas
As outras 10 áreas do concurso exigem formação específica e registro no conselho profissional. Comunicação social, que reúne divulgação institucional, jornalismo e relações públicas, soma 20 vagas imediatas. Documentação e informação legislativa, nas áreas de arquivologia e biblioteconomia, tem 14; as quatro engenharias, seis; e museologia, uma.
O edital reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para candidatos negros, indígenas e quilombolas. Para distribuir as vagas de indígena e de quilombola entre as especialidades, a Câmara agrupou as vagas imediatas dessas 10 áreas e realizou um sorteio público em 8 de outubro. Segundo o edital de resultado provisório, publicado no mesmo dia, a vaga indígena ficou com jornalismo, e a quilombola, com divulgação institucional.
O edital traz outras duas regras que pesam na decisão do candidato. A primeira: os aprovados poderão ser nomeados pelo Senado Federal, a critério da Câmara, se aceitarem a convocação. Quem recusar mantém a classificação. A segunda: o servidor terá de permanecer por, no mínimo, três anos na unidade da primeira lotação. O concurso vale por um ano a partir da homologação do resultado, prazo que pode ser prorrogado uma vez, por igual período.
Como se preparar
No turno da manhã, o candidato terá cinco horas para resolver 180 itens de certo ou errado: 90 de conhecimentos básicos e 90 de conhecimentos específicos. À tarde, faz a discursiva em três horas.
Para a maioria das especialidades, a discursiva tem duas questões de até 20 linhas e uma peça técnica de até 50 linhas, e cada erro de português reduz a nota. Os engenheiros respondem a três questões. Só tem a discursiva corrigida quem fica entre os mais bem classificados nas objetivas: no registro e redação, os 62 primeiros de cada lista, a de ampla concorrência e as de cotas.
Os conhecimentos básicos são comuns a todos: língua portuguesa, língua inglesa, tecnologia da informação e dados, direito constitucional, direito administrativo, administração pública, Regimento Interno da Câmara e Regimento Comum do Congresso. “Para ser aprovado neste concurso, é preciso dominar o conteúdo e fazer uma excelente prova, dentro de uma perspectiva de equilíbrio entre todas as disciplinas”, diz Leo. A orientação dele é dedicar de 60% a 70% do tempo aos conhecimentos específicos, que também aparecem na discursiva, e o restante aos conhecimentos básicos, conforme a bagagem de cada candidato.
Quem disputa comunicação social corre o mesmo risco de estudar apenas a própria área. O domínio da comunicação é necessário, mas não suficiente, segundo Leo, porque a prova também cobra ciência política e processo legislativo. “Não adianta ser apenas bom no conteúdo específico de Comunicação Social. O candidato também vai ter que dominar outros temas para se diferenciar dos demais.” Para ele, a recompensa é cobrir o poder por dentro. “O comunicador vai estar cobrindo o Congresso Nacional com uma vantagem em relação a quem cobre de fora, com acesso direto a parlamentares.
Luis Henrique: doutrina e jurisprudência são cobradas(foto: Gui Carsan)Luís Henrique de Morais Alves, 31 anos, analista legislativo da Câmara e professor do QConcursos, chegou à Casa após cinco anos de estudo. Na vez dele, a base não era o problema. “O maior desafio foi a profundidade. O nível de cobrança de uma prova desse porte é outro”, lembra. Ele chama a atenção para a cobrança de doutrina e jurisprudência em todas as disciplinas.
“Decorar lei e termos ajuda? Ajuda, mas não basta. O candidato precisa entender como a banca pensa, e isso só vem com muitas questões. Muitas mesmo.
Entender como a banca pensa começa pela regra de correção: na prova objetiva, cada resposta errada anula uma certa. Segundo Thiago Medeiros, professor do IMP Concursos, o Cebraspe trabalha com alterações sutis de palavras, inversões de lógica e generalizações, e, muitas vezes, uma única expressão torna o item errado. Por isso, a dúvida entre arriscar e deixar em branco pesa tanto.
Luís resolve essa dúvida com uma régua pessoal. Nos treinos com questões da banca, o candidato descobre a própria taxa de acerto. No dia da prova, responde primeiro aos itens de que tem certeza e confere quantos marcou. Quem acerta, em média, 80% nos treinos e, só com as certezas, marca cerca de 80% dos itens deve parar. Quem marca 70% pode avançar nos itens de dúvida razoável até se aproximar de 80%. A tese de que a banca divide os itens meio a meio entre certos e errados não convence Luís.
“Pode ser, mas não gosto de chute. A análise estatística do próprio desempenho é mais segura.” Maria Eduarda pensa diferente. “Vou arriscar. Dependendo da situação da questão, tem vezes que é possível fazer um chute embasado.”
Com o edital publicado, Luís recomenda organizar a rotina an tes de começar as matérias. “Os aprovados que acompanhei sabiam exatamente o que fazer na semana em que o edital saiu”, diz. O custo da fase, admite, é real. “Noites mal dormidas, irritação, tempo longe da família. Faz parte, e quem está nessa fase precisa saber que isso passa.” Leo segue a mesma linha: o candidato não deve esperar dominar todo o conteúdo para começar, e, sim, identificar os pontos fortes e fracos e manter uma rotina constante.

Dos 174 milhões de norte-americanos registrados para as eleições legislativas de meio de mandato (midterm elections), até esta sexta-feira (30/10), quase 48 milhões — 27,5% do total — tinham votado por antecipação pelo serviço postal ou presencialmente. O aumento foi mais visível em estados com disputas acirradas pelo Senado, onde 35 assentos estarão em disputa na próxima terça-feira. Também nessas regiões, o número de eleitores registrados como democratas crescia em relação aos republicanos. Além das 35 cadeiras do Senado, todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes serão renovados. Entre os norte-americanos que votaram antes do pleito de 3 de novembro, está o papa Leão XIV.
De acordo com o Election Lab da Universidade da Flórida, por volta do meio-dia desta sexta-feira (13h em Brasília), 47.922.669 votos antecipados tinham sido registrados em todo o território americano, superando os 45,9 milhões registrados até a véspera das midterms de 2022. Nos estados em que os eleitores informam a filiação partidária, os democratas representam cerca de 44% dos eleitores antecipados, contra 31% dos republicanos e 25% daqueles que não informaram o partido que apoiam ou que votam por legendas minoritárias.
Anthony W. Pereira, diretor executivo do Centro para Estudos Latino-Americanos da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, explicou ao Correio que os americanos estão ansiosos em votar antecipadamente neste ano, ante o receio de que Trump tente interferir na votação de 3 de novembro ou impedir a contagem de votos após o fechamento das urnas. “Durante a campanha, o presidente fez diversas declarações preocupantes, incluindo a de que desejava ‘tomar controle’ das eleições e a de que os republicanos deveriam ‘trapacear’. Algumas pessoas também temem que agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e da Patrulha da Fronteira sejam mobilizados no dia da eleição para criar um clima de medo”, afirmou. “Além disso, há cidadãos que trabalham na administração eleitoral local que apoiam Trump e sua alegação de vitória nas eleições de 2020, e que poderiam se recusar a certificar os resultados. Diante de toda essa incerteza, muitos americanos votaram antecipadamente.”
Segundo Pereira, uma pesquisa recente constatou que 56% dos eleitores registrados afirmaram estar em uma situação financeira pior durante o governo Trump. Outro levantamento, de abrangência nacional, revelou que 69% dos eleitores registrados estavam “muito” ou “um pouco” preocupados com “corrupção, favorecimento pessoal ou conflitos de interesses” na atual administração. “Em sua campanha de 2024, Trump prometeu reduzir os preços, tornar o custo de vida mais acessível e evitar guerras. Ele não cumpriu nenhuma dessas promessas, e muitas pessoas nos Estados Unidos estão irritadas com isso.”
Professor da American University (em Washington), Allan Lichtman acredita que os números divulgados pelo Election Lab da Universidade da Flórida representam uma mensagem ruim para o presidente americano. “O número recorde de votos por correio e antecipados é um péssimo sinal para os republicanos de Donald Trump. Os democratas tendem a predominar nessas modalidades de votação. Portanto, quanto maior o número de votos, maior a vantagem democrata”, explicou ao Correio. “Esses resultados mostram a influência tóxica do governo Trump.”
Para Lichtman, os resultados divulgados ontem, a quatro dias das eleições, mostram a “influência tóxica” do governo Trump. “Quando um índice de aprovação de um presidente está tão baixo quanto o de Trump, o partido que ocupa a Casa Branca perde, em média, cerca de 40 cadeiras na Câmara dos Representantes e seis cadeiras no Senado dos EUA. Isso não é uma previsão; trata-se de uma média, mas que ilustra as dificuldades que os republicanos enfrentam este ano.”
Por sua vez, o brasileiro Andre Pagliarini — professor de história e estudos internacionais na Universidade Estadual de Louisiana — lembrou à reportagem que a aprovação de Trump está “muito baixa”. “Votar por antecipação é sinal de engajamento e de entusiasmo. Devemos entender essa votação como uma confirmação preliminar daquilo que todo mundo espera: uma reação maciça contra o governo”, admitiu.
O papa Leão XIV votou nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, anunciou o serviço de imprensa do Vaticano em um comunicado. “O papa Leão XIV exerceu seu direito de voto como cidadão dos Estados Unidos todas as vezes em que teve oportunidade” e, “em consonância com essa prática bem estabelecida de participação cívica, enviou sua cédula eleitoral por correio para Chicago”, detalha o comunicado. No início do ano, o líder católico e o presidente Donald Trump tiveram divergências após as críticas da Santa Sé à dura política de repressão à imigração nos Estados Unidos e à guerra contra o Irã. Trump qualificou o papa como “fraco” diante do crime e “terrível” em política externa. O papa afirmou que “não tem medo” do presidente dos Estados Unidos.

Sistema do TJPE pode reduzir em até 260 dias a tramitação de processos (Foto: Cadu Silva DP)
O tempo de tramitação de processos judiciais em Pernambuco pode ser reduzido em até 260 dias com a automatização de intimações pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O sistema, lançado nesta quinta-feira (29), realiza as comunicações às partes após a assinatura de sentenças, acórdãos e decisões terminativas, eliminando etapas manuais que podem atrasar o andamento das ações.
Batizada de Motor de Intimações Automatizadas, a ferramenta permite identificar quem deve ser comunicado, aplicar as regras de cada procedimento e realizar a intimação em menos de um segundo. Segundo o presidente do TJPE, desembargador Francisco Bandeira de Mello, o intervalo médio entre a assinatura de uma decisão e o início de seu cumprimento é de 32 dias.
“Agora, tão logo haja a decisão de primeiro ou segundo grau, o próprio sistema faz a intimação em menos de um segundo”, afirmou o magistrado.
O tribunal realiza cerca de 3 milhões de intimações por ano, o equivalente a 250 mil por mês. Antes da implantação do sistema, servidores precisavam consultar as decisões, identificar as providências necessárias e executar as comunicações. Cada intimação manual consome, em média, cinco minutos de trabalho, sem considerar o acompanhamento dos prazos processuais.
A estimativa do TJPE é economizar 250 mil horas de trabalho por ano, volume que, segundo a instituição, equivale à carga de trabalho de 139 servidores atuando continuamente. Para o presidente, o principal ganho está na eliminação do chamado tempo morto do processo, quando os autos aguardam providências administrativas após uma decisão.
Com a automatização, a expectativa é direcionar os servidores para atividades que exigem análise e esforço intelectual, reduzindo o tempo dedicado a tarefas repetitivas.
Regras específicas para cada caso
O juiz José Faustino Macieira, assessor especial de Tecnologia da Informação (TI) da Presidência do TJPE, explicou que o motor não funciona apenas como um mecanismo de envio automático de comunicações. A ferramenta permite configurar regras específicas para diferentes atos e situações processuais.
Após a assinatura da decisão, o sistema analisa o documento, identifica as partes envolvidas e os destinatários da intimação, verifica as regras aplicáveis e executa a comunicação. O procedimento também gera uma certificação do ato realizado e permite o monitoramento automatizado das etapas seguintes.
A personalização é necessária porque as intimações variam conforme a natureza do processo e as características das partes. Por isso, o sistema precisa respeitar as exigências legais de cada situação. Quando identifica algum impedimento à realização automática, sinaliza a ocorrência para o tratamento adequado.
Segundo os dados apresentados por Macieira, mais de 11,4 mil intimações automatizadas haviam sido realizadas nas primeiras 48 horas de operação.
Próximas etapas
Nesta primeira fase, o motor automatiza intimações relacionadas a sentenças, acórdãos e decisões terminativas, abrangendo o primeiro e o segundo graus de jurisdição. A equipe técnica já trabalha na ampliação para outros atos processuais, incluindo comunicações relacionadas a contestações e réplicas.
Outra etapa prevista é a automatização de citações judiciais, procedimento pelo qual uma pessoa ou entidade é formalmente chamada para participar de um processo. A implantação deverá respeitar as regras legais e as particularidades de cada tipo de ação.
A ampliação será feita de forma gradual, com a configuração e a validação dos fluxos antes de sua entrada em funcionamento. A proposta é incorporar novos procedimentos sem comprometer a regularidade das comunicações ou os direitos das partes.
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), Ingrid Zanella, avaliou que a iniciativa pode contribuir para acelerar o andamento dos processos e ampliar a eficiência do Judiciário.
“A OAB de Pernambuco e a advocacia pernambucana celebram todas as inovações que garantam segurança jurídica e celeridade ao processo”, declarou.
Segundo Zanella, a automatização permite que servidores e funcionários se dediquem a questões mais sensíveis, enquanto o sistema assume tarefas burocráticas e técnicas. Ela também destacou que o uso de novas tecnologias, inclusive de inteligência artificial, pode ampliar o acesso à Justiça, desde que sejam preservadas a segurança jurídica e a regularidade dos procedimentos. (Informações do Diário de Pernambuco)

Existe idade e tempo para celebrar o amor? Um vídeo publicado pelo padre Gilvan Manuel, da Igreja Nossa Senhora da Conceição de Sertânia, mostra que não. No dia 13 de outubro, ele celebrou o casamento de Antonio Vidal, de 91 anos, e Josefa Morais, de 103 anos, moradores do Sítio Baixa Grande, área rural localizada no município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco.
O casal se apaixonou ainda na juventude. Apesar de tantos anos juntos, os dois nunca perderam o sonho de receber o sacramento do matrimônio. Devido à idade avançada, o padre foi até a residência deles para realizar a celebração.
A cerimônia aconteceu em uma gruta dentro do próprio Sítio Baixa Grande. Sentados em cadeiras e de mãos dadas durante todo o momento, os noivos foram cercados por familiares. A noiva vestia branco, enquanto o noivo usava camisa branca e colete.
Durante a cerimônia, o padre perguntou: “Antônio Vidal e Josefa, viestes aqui para vos unir em matrimônio, é de livre e espontânea vontade que fazeis?”
Os dois mostraram as alianças, que já estavam nas mãos esquerdas, e disseram sim. Em sua publicação, o padre Gilvan descreveu a emoção do momento e contou que viu as lágrimas escorrerem pelo rosto do noivo, de 91 anos, ao ouvir: “O que Deus uniu o homem não pode separar”.
Celebração do matrimônio de Antonio Vidal, de 91 anos, e Josefa Morais, de 103 anos (Foto: Reprodução/Rede Social)
O pároco da cidade afirmou, em suas redes sociais, que foi emocionante participar daquele momento. “0 amor não é só o sexo. O amor é estar nessa idade e, dormirem juntos. E ao se levantar beijar a testa do outro, sorrir e ter esperança. O amor é ser extremamente limitado, mas não almoçar sem estar um ao lado do outro na mesa. Tudo complementa, mas só o amor verdadeiro fica”.
Ainda durante a cerimônia do matrimônio, padre Gilvan enfatizou a importância de continuar prometendo a Deus o amor, apesar da idade. “Se amarem todos os dias, continuar a prometer por toda a vida este amor”.
Começou nessa terça-feira(27) a XII Semana de Ciências Sociais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), realizada em conjunto com o Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) Regional Nordeste. Até esta sexta-feira (30), o Campus Juazeiro (BA) receberá estudantes, professores, pesquisadores e demais interessados para quatro dias de atividades em torno do tema “Caminhos Interculturais para Pensar as Ciências Sociais”. A programação é promovida pelo Colegiado de Ciências Sociais (Ciso) da Univasf e pela ABCP Regional Nordeste.
Ao longo dos quatro dias, o público participa de minicursos, mesas-redondas e discussões sobre diferentes temas das Ciências Sociais, com atividades no Complexo Multieventos e em salas de aula do Campus Juazeiro. A abertura oficial foi nessa terça-feira (27), com a conferência “As 3 Áreas das Ciências Sociais”, ministrada pelo professor Mateus Lopes da Silva, do Colegiado de Ciências Sociais da Univasf. A atividade foi realizada no Auditório do Colégio Rui Barbosa.
Nessa quarta-feira (28), os minicursos abordaram assuntos como geopolítica e relações internacionais, cuidado de si e convivência, adolescência na perspectiva histórico-cultural, violência política de gênero e teoria da complexidade e educação. A programação inclui também mesas-redondas.
Nesta quinta-feira (29), as atividades formativas contemplaram temas como etnomatemática, fotografia e política, desastres socioambientais e propriedade intelectual. Também estão previstas discussões sobre produção acadêmica e diálogos entre diferentes áreas das Ciências Sociais.
A programação segue até esta sexta-feira (30). A programação completa e todas as informações sobre as atividades, as inscrições e os demais detalhes do evento estão disponíveis no site oficial da XII Semana de Ciências Sociais e do Encontro da ABCP Regional Nordeste.(Secom)