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TABELA Copa 2026: veja os horários e onde assistir aos jogos de hoje (17/06)

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Hoje, 17/06 – Copa do Mundo da FIFA™

A primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 chega ao fim nesta quarta-feira (17) com a promessa de fortes emoções e o início de uma despedida histórica. Quatro partidas, válidas pelos Grupos K e L, encerram a jornada inaugural do torneio. O grande destaque do dia fica por conta da estreia de Portugal, que marca o início da “última dança” de Cristiano Ronaldo em Mundiais, além do aguardado confronto de peso entre Inglaterra e Croácia.

A bola rola a partir das 14h (horário de Brasília), com os holofotes voltados para o astro português. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo lidera a seleção lusa diante da República Democrática do Congo, no fechamento do Grupo K. Mais tarde, às 17h, ingleses e croatas reeditam a semifinal do Mundial de 2018 em um duelo que pode definir o rumo da liderança do Grupo L.

O dia de futebol ainda conta com o confronto entre Gana e Panamá, às 20h, e se encerra no final da noite, às 23h, com a estreia da Colômbia diante do Uzbequistão.

       Onde assistir aos jogos desta quarta-feira (17/06):

14h00 – Portugal x RD Congo (Grupo K) – Transmissão: CazéTV

17h00 – Inglaterra x Croácia (Grupo L) – Transmissão: Globo, Sportv, SBT, CazéTV, ge e NSports

20h00 – Gana x Panamá (Grupo K) – Transmissão: CazéTV

23h00 – Uzbequistão x Colômbia (Grupo L) – Transmissão: Globo, Sportv, CazéTV e ge                   

Festas juninas devem mobilizar 140 milhões de pessoas em 2026, aponta pesquisa

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As festas de rua lideram as intenções de participação, com 44% das citações - (crédito: Divulgação)

As festas de rua lideram as intenções de participação, com 44% das citações – (crédito: Divulgação)

As festas juninas seguem entre as principais celebrações culturais do país e devem mobilizar cerca de 140 milhões de brasileiros em 2026. É o que revela uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, que aponta que 85% da população pretende participar de alguma atividade relacionada ao São João neste ano.

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O levantamento mostra que as comemorações gratuitas e comunitárias continuam sendo as preferidas dos brasileiros. As festas de rua lideram as intenções de participação, com 44% das citações. Em seguida aparecem as celebrações realizadas na casa de amigos ou familiares, mencionadas por 39% dos entrevistados, e as festas promovidas por igrejas e quermesses, escolhidas por 37%.

Cerca de 25% pretendem participar de eventos gratuitos organizados por clubes, associações ou centros culturais, enquanto 23% devem comparecer a festas promovidas por escolas.

As festas de rua gratuitas são as mais procuradas no Nordeste (51%) e no Norte (43%). Já as quermesses e festas em igrejas aparecem como principal opção de celebração no Sudeste (47%) e no Centro-Oeste (42%). No Sul, o destaque fica para os encontros em casas de amigos e familiares, escolhidos por 43% dos entrevistados.

Brasileiros buscam festa mesmo com orçamento apertado

Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, as festas juninas mantêm sua relevância mesmo diante de desafios econômicos enfrentados pelas famílias brasileiras. “A festa junina é uma das expressões mais fortes de como o Brasil transforma cultura em encontro. Mesmo com o orçamento familiar mais apertado, a festividade continua sendo um espaço de pertencimento, afeto e um importante motor para a economia local”, afirma.

*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia

BNDES e BNB lançam edital de R$ 60 milhões para recuperar áreas degradadas da Caatinga

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Edital Recaatingar vai apoiar projetos de recuperação ecológica

Primeira chamada do Floresta Viva 2, Recaatingar vai apoiar projetos de recuperação socioprodutiva, sistemas agroflorestais, conservação da água e combate à desertificação em nove estados

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), lançaram o Edital Recaatingar, chamada pública de R$ 60 milhões voltada à recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga.

O lançamento foi feito no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula, da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e do presidente do BNB, Paulo Câmara. O lançamento ocorre em um momento de avanço dos riscos de desertificação no Semiárido e de fortalecimento das políticas públicas voltadas à recuperação da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro.

O edital está alinhado ao lançamento do Programa Recaatingar, do MMA, e vai apoiar projetos que combinem restauração ambiental, produção sustentável, conservação da água, segurança alimentar, geração de renda e adaptação às mudanças climáticas.

“O BNDES está ampliando sua atuação na Caatinga com uma estratégia que já soma cerca de R$ 1,28 bilhão em iniciativas voltadas ao Semiárido e une combate à desertificação, inclusão produtiva e enfrentamento da emergência climática. O Recaatingar mostra que recuperar áreas degradadas também é gerar renda, fortalecer a agricultura familiar e criar condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com mais segurança hídrica, produtiva e ambiental”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Do total de recursos do edital, R$ 30 milhões serão aportados pelo BNDES e R$ 30 milhões pelo BNB.

A chamada vai selecionar projetos em municípios prioritários de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com foco em territórios mais vulneráveis à degradação, à seca e ao avanço da desertificação. A expectativa é apoiar entre 15 e 25 projetos, com áreas de 50 a 100 hectares cada, execução de até 60 meses e valor estimado entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões por proposta.

Segundo Paulo Câmara, os R$ 30 milhões do Fundo Sustentabilidade do Banco do Nordeste somam-se a outros recursos voltados ao cuidado com o bioma e que foram anunciados em 2025.

“Trata-se de uma ação continuada no âmbito da iniciativa Floresta Viva. Em 2025, nós já disponibilizamos mais de R$ 40 milhões em dois outros editais. Temos o compromisso de apoio o desenvolvimento sustentável em toda nossa área de atuação, seguindo as orientações do presidente Lula e contando com apoio do BNDES”, afirma.

Recuperação produtiva – O Edital Recaatingar vai apoiar projetos que combinem restauração ecológica, produção de base agroecológica, implantação de sistemas agroflorestais e uso sustentável da Caatinga. Também poderão ser financiadas tecnologias sociais e equipamentos adaptados ao Semiárido, ações de recuperação e manejo sustentável do solo, proteção e recuperação de corpos hídricos naturais, conservação da água e fortalecimento de cadeias produtivas associadas à restauração ecológica, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade da Caatinga.

“A Caatinga é um bioma estratégico para o Brasil, pela sua biodiversidade, pela sua população e pelo papel que pode desempenhar no enfrentamento da crise climática. O Recaatingar nasce para apoiar soluções construídas nos territórios, com participação das comunidades, combinando recuperação ambiental, produção sustentável, água, renda e permanência das famílias no Semiárido”, afirma a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello

Na prática, os projetos poderão apoiar desde a recuperação de áreas degradadas com espécies nativas até a produção de sementes e mudas, assistência técnica, capacitação de comunidades, fortalecimento de associações e cooperativas, práticas agroecológicas, sistemas de captação e armazenamento de água, cercamento de nascentes e ações de prevenção e combate a incêndios florestais, especialmente associadas ao Manejo Integrado do Fogo.

As propostas deverão prever contrapartida mínima de 5% do valor solicitado, que poderá ser financeira ou não financeira, como disponibilização de pessoal, bens, insumos, serviços, equipamentos ou infraestrutura.

*Municípios priorizados* – No edital, os municípios elegíveis foram definidos a partir de priorização realizada pelo Observatório da Caatinga e Desertificação, considerando degradação da terra e vulnerabilidade socioeconômica. Serão priorizados municípios classificados como C5, de muito alta prioridade, e C4, de alta prioridade, com base em fatores como proporção de áreas degradadas, ocorrência de secas, aridez severa, pobreza rural e risco de desertificação.

A seleção buscará contemplar, no mínimo, um projeto por estado abrangido pelo edital, desde que as propostas alcancem a pontuação mínima exigida. O modelo permite que os recursos cheguem a diferentes territórios da Caatinga, respeitando as vocações produtivas regionais e estimulando a participação ativa das comunidades locais.

*Quem pode participar* – Podem apresentar propostas pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos sediadas no Brasil, como associações civis, fundações privadas e cooperativas, além de pessoas jurídicas de direito público interno federal e estadual, com exceção da União e de entidades vinculadas que dependam de transferências orçamentárias da União para sua manutenção. As propostas deverão ser enviadas por formulário eletrônico disponibilizado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), parceira gestora do Floresta Viva 2.

O edital prevê ciclos sucessivos de seleção pública, com análise preliminar, avaliação técnica por comissão julgadora e classificação das propostas conforme critérios como capacidade técnica, qualidade das atividades de recuperação socioprodutiva, custos, impacto ecológico, impacto social, sinergia com políticas públicas, salvaguardas socioambientais e aspectos territoriais priorizados. O lançamento foi feito pelo presidente Lula, diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e do presidente do BNB, Paulo Câmara. (FOTO: Gabriel Andrade)

Inscrições para 120 vagas em cursos gratuitos de energias renováveis do Campus Petrolina do IFSertãoPE encerram nesta quarta-feira (17)

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                         É hoje!

Os interessados em se qualificar na área de energias renováveis e eficiência energética têm até hoje,  quarta-feira (17), para se inscrever em um dos cursos gratuitos ofertados pelo Campus Petrolina do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE).

Ao todo, estão disponíveis 120 vagas em quatro formações voltadas para um dos setores que mais crescem no país.

A iniciativa integra o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação (EnergIFE), que busca ampliar a qualificação profissional e contribuir para a transição energética no Brasil.

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário eletrônico disponível no link: https://forms.gle/q1vXfqZs7NvZMX7u7.

As vagas estão distribuídas entre os cursos de Profissional de Manutenção em Sistemas Energéticos e Equipamentos Industriais (20 vagas), Instalador de Sistemas Fotovoltaicos (50 vagas), Profissional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos (25 vagas) e Instalador de Sistemas de Armazenamento para Mini e Microgeração de Energia (25 vagas).

Todos os cursos possuem carga horária de 160 horas e serão realizados presencialmente no Campus Petrolina do IFSertãoPE, com aulas de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h.

Podem participar pessoas com idade mínima de 16 anos que possuam, no mínimo, o Ensino Fundamental II completo (6º ao 9º ano) e tenham interesse em atuar no setor de energias renováveis, eficiência energética e tecnologias associadas.

Para efetuar a inscrição, os candidatos devem anexar documento oficial de identificação com foto, CPF e comprovante de escolaridade, todos em formato PDF e sem rasuras.

O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste na análise da documentação apresentada pelos candidatos. Caso o número de inscritos ultrapasse a quantidade de vagas ofertadas, será realizado sorteio eletrônico para definição dos classificados.

As aulas terão início em datas diferentes, conforme o curso. As turmas de Profissional de Manutenção em Sistemas Energéticos e Equipamentos Industriais e da primeira turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos estão previstas para começar em 29 de junho. Já os cursos de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos e de Sistemas de Armazenamento para Mini e Microgeração de Energia têm início previsto para 3 de agosto. A segunda turma de Instalador de Sistemas Fotovoltaicos deverá iniciar as atividades em 21 de setembro.

A ação representa uma oportunidade para jovens e adultos que desejam ingressar ou se aperfeiçoar em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável e para o mercado de trabalho, especialmente nos segmentos de energia solar, mobilidade elétrica e sistemas de armazenamento de energia.

O Edital completo na página do IFSertãoPE. 

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FormaSUS oferece bolsas integrais para o curso Técnico em Enfermagem no Senac Petrolina

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Programa da Secretaria de Saúde de Pernambuco oferece oportunidades em todo o Estado e as inscrições seguem até o dia 23 de junho

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), por meio do Programa de Formação do Sistema Único de Saúde (FormaSUS), está com inscrições abertas para o processo seletivo que ofertará bolsas integrais de estudo em cursos técnicos na área da Saúde. Em Petrolina, estão sendo disponibilizadas 16 bolsas integrais para o curso Técnico em Enfermagem do Senac. As inscrições seguem até o dia 23 de junho e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do programa: https://formasus.saude.pe.gov.br.

A iniciativa tem como objetivo conceder bolsas integrais em instituições privadas de Ensino Técnico e Superior da área da Saúde para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio em escolas públicas ou em instituições privadas na condição de bolsistas integrais, no Estado de Pernambuco.

As bolsas são resultado da contrapartida das instituições privadas de ensino pelo uso da rede estadual de saúde como campo de prática e formação de profissionais da área. A proposta também busca fortalecer a formação de profissionais voltados para a atuação no Sistema Único de Saúde (SUS).

As aulas terão início no segundo semestre de 2026, conforme o calendário acadêmico do Senac Petrolina, após a divulgação do resultado final do processo seletivo.

Curso

O Senac Petrolina oferece o curso Técnico em Enfermagem na unidade, com uma grade que contempla noções teóricas e práticas em primeiros socorros, urgência e emergência, planejamento e execução de ações educativas sobre promoção da saúde. Além do uso de metodologias ativas de ensino, que fazem com que o estudante desenvolva autonomia e pensamento crítico. 

80 anos do Senac PE

Referência em educação profissional, o Senac Pernambuco celebra, no dia 14 de outubro, 80 anos como uma instituição comprometida com o desenvolvimento do estado de Pernambuco ao formar profissionais qualificados e alinhados às demandas do mercado de trabalho. Com uma atuação capilarizada, a instituição conta com sede física no Recife, Paulista, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns, Petrolina e Serra Talhada, além de 13 unidades móveis 

                      Sua oferta educacional inclui cursos de Formação Inicial e Continuada, Ensino Médio Integrado (Mediotec Senac PE), Educação Profissional Técnica de Nível Médio e de Nível Superior (Faculdade Senac PE), além de ações extensivas, como workshops, congressos e palestras. Em 2025, foram 42.849 matrículas e mais de 6,6 milhões de horas-aula ministradas em todo o estado.

Serviço:

Governo federal amplia ações para frear avanço da desertificação na Caatinga

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Com cerca de 1,5 milhão de km² de áreas suscetíveis à desertificação no país, estratégia aposta em recuperação ambiental, segurança hídrica e adaptação das comunidades do Semiárido

 Caatinga ocupa grande parte do interior de Pernambuco/Foto: Gabriel carbalho/Setur-BA

Caatinga ocupa grande parte do interior de Pernambuco (Foto: Gabriel carbalho/Setur-BA)

A preservação da Caatinga, bioma que ocupa grande parte do interior de Pernambuco, está no centro das estratégias do governo federal para conter o avanço da desertificação no Brasil. Com milhares de quilômetros quadrados do Semiárido já afetados pela degradação do solo, a aposta é combinar recuperação ambiental e apoio às comunidades que convivem com os efeitos da seca.

As iniciativas ganharam novo impulso com a retomada de políticas públicas voltadas ao tema, incluindo um plano nacional de combate à desertificação, a criação do Programa Recaatingar e uma nova legislação destinada à recuperação da vegetação nativa do bioma.

Neste 17 de junho, ocorre o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994 para alertar sobre os impactos da degradação dos solos e das mudanças climáticas. A desertificação é definida como um processo de degradação das terras em áreas áridas, semiáridas e subúmidas secas, provocado por fatores climáticos e pela ação humana, comprometendo a capacidade produtiva dos ecossistemas.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Brasil possui cerca de 1,5 milhão de quilômetros quadrados de áreas suscetíveis à desertificação, distribuídas em 1.649 municípios.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, explicou que a maior parte dessas áreas está concentrada na Caatinga. “Nós temos no Brasil o que a gente chama de áreas suscetíveis à desertificação. Essas áreas são definidas pelo índice de aridez, que é estabelecido pela Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (UNCCD).”

De acordo com o ministro, 57% das áreas suscetíveis à desertificação no país estão localizadas na Caatinga, seguida pelo Cerrado (26,7%), Pantanal (12,1%) e Mata Atlântica (4,2%).

A desertificação ocorre quando a perda de cobertura vegetal, o manejo inadequado dos recursos naturais e as condições climáticas adversas reduzem progressivamente a capacidade produtiva dos solos.

Segundo levantamento do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis/UFAL), mais de 126 mil quilômetros quadrados do Semiárido brasileiro já apresentam processos de desertificação, o equivalente a 12,85% da região. A área é maior do que a de todo o estado de Pernambuco.

Plano nacional busca conter degradação 

O governo federal afirma que o enfrentamento à desertificação passou a ser tratado de forma estruturada após a retomada da Comissão Nacional de Combate à Desertificação, reativada em 2024.

“Onosso papel aqui, no governo federal, é coordenar essa ação de reversão do avanço das áreas suscetíveis à desertificação, por exemplo, para enfrentar esse aumento que vem sendo verificado nas últimas décadas e agir na área de mitigação dos seus efeitos, buscando recuperar as áreas degradadas para restabelecer o equilíbrio entre a precipitação e a evapotranspiração.”

A principal ferramenta dessa estratégia é o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil), aprovado em setembro de 2025. “Ele tem um conjunto de ações previstas nessa linha de neutralizar o avanço da degradação da terra, ou seja, parar com a degradação, promover adaptação à mudança do clima e reduzir, portanto, os efeitos da seca sobre as comunidades.”

Entre as medidas previstas estão a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da segurança hídrica, o incentivo à pesquisa científica e a adoção de tecnologias voltadas à convivência com a seca.

“Há também um eixo muito importante de pesquisa e inovação para trabalhar a questão que a gente chama de convivência, porque, no processo de adaptação, faz parte a convivência com a seca.”

Recaatingar quer recuperar 10 milhões de hectares até 2045

Entre as principais iniciativas lançadas pelo governo federal está o Programa Recaatingar, instituído neste mês pelo Ministério do Meio Ambiente como estratégia nacional para a recuperação socioprodutiva de áreas degradadas da Caatinga.

A meta é recuperar 10 milhões de hectares até 2045, promovendo simultaneamente a conservação da biodiversidade, a adaptação às mudanças climáticas, a segurança hídrica e alimentar e a geração de renda para as populações do Semiárido.

O programa integra o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e está alinhado às diretrizes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

As ações priorizarão áreas da agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, territórios indígenas e comunidades tradicionais.

A iniciativa tem como base o conceito de “recaatingamento”, que reúne práticas de recuperação ambiental adaptadas às condições do Semiárido. Entre elas estão a adubação verde, compostagem, plantio direto e implantação de sistemas agroflorestais que conciliam produção de alimentos e conservação da vegetação nativa.

A segurança hídrica inclui a implantação de cisternas, barreiros, barragens subterrâneas e sistemas de captação de água da chuva, buscando ampliar a capacidade de armazenamento de água em áreas vulneráveis à seca.

Recuperação da vegetação da Caatinga

O combate à degradação ambiental no Semiárido também ganhou reforço com a sanção da Lei 15.430/2026, que criou a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e o Programa Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga.

A legislação estabelece diretrizes para a atuação conjunta entre União, estados, municípios e organizações da sociedade civil na recuperação e no uso sustentável dos recursos naturais do bioma.

Entre os instrumentos previstos estão ações de recuperação ambiental, prevenção e controle do desmatamento, capacitação técnica, desenvolvimento tecnológico e participação das comunidades locais na recuperação das áreas degradadas.

A nova política também contribui para o combate à desertificação e para a mitigação dos efeitos da seca, dois dos principais desafios ambientais enfrentados pelo Semiárido brasileiro.

Compromissos internacionais

Paralelamente às ações nacionais, o Brasil trabalha na atualização de seus compromissos diante da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

“Em paralelo ao plano, nós estamos desenvolvendo a nossa LDN, que são os compromissos do Brasil perante a Convenção de Combate à Desertificação. Esse processo está em curso. Já existe uma primeira versão dele, porque ele abrange o período de 2020 a 2030.”

Segundo Capobianco, o documento incorpora iniciativas previstas para os próximos anos e servirá como base para a atuação brasileira no cenário internacional.

Informações do Diário de Pernambuco

Dia do orgulho autista: 7 estratégias para estudantes com TEA irem bem no vestibular

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Adaptação, acolhimento e ensino personalizado são decisivos durante a preparação para as provas

O Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, reforça a importância de enxergar pessoas autistas para além do diagnóstico, reconhecendo potencialidades, individualidades e o direito à inclusão em todos os espaços da sociedade, especialmente na educação. Nesse cenário, a preparação para o vestibular ainda representa um grande desafio para muitos estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), não por falta de capacidade, mas pelas barreiras existentes no modelo tradicional de ensino.

Mais do que domínio de conteúdo, o vestibular exige organização, controle emocional, foco e adaptação a ambientes de pressão intensa. Para estudantes autistas, esses fatores podem impactar diretamente o desempenho. Especialistas defendem que estratégias individualizadas e acolhimento adequado são fundamentais para que esses jovens consigam desenvolver todo o seu potencial acadêmico.

Confira 7 estratégias importantes para estudantes com TEA enfrentarem o vestibular com mais segurança e autonomia:

1. Entender que cada estudante aprende de forma única

No Dia do Orgulho Autista, um dos principais debates levantados é justamente o respeito às diferentes formas de aprendizagem. No caso de estudantes com TEA, compreender que o processamento de informações acontece de maneira singular é essencial para evitar frustrações e ampliar oportunidades.

“O estudante com TEA não tem menor capacidade de aprendizado. Ele apenas processa informações, estímulos e interações de forma diferente. Quando uma instituição se preocupa com isso, ela deixa de tratar igualdade como padronização e passa a trabalhar com equidade. Isso impacta diretamente na autonomia, na confiança e na capacidade real de desempenho desse aluno”, afirma Carol Braga, diretora do FOCO MEDICINA.

2. Apostar em um ensino individualizado

Modelos tradicionais e extremamente acelerados de preparação podem acabar se tornando obstáculos para estudantes autistas. Por isso, adaptar ritmo, linguagem e organização das atividades faz diferença no desempenho.

“O cuidado individualizado não é apenas um diferencial, mas muitas vezes o fator determinante para que esse aluno consiga expressar todo o seu potencial. Ajustes na forma de explicação, no ritmo, na organização das tarefas e até na comunicação podem reduzir barreiras que inviabilizariam o aprendizado”, explica Carol Braga.

Segundo a especialista, quando o ensino respeita o funcionamento cognitivo do aluno, o desempenho deixa de ser limitado pelo ambiente.

3. Criar ambientes seguros e previsíveis

A previsibilidade é um fator extremamente importante para muitos estudantes com TEA. Ambientes organizados, acolhedores e menos caóticos ajudam a reduzir ansiedade e favorecem a concentração.

“Um aluno que se sente seguro, compreendido e respeitado consegue direcionar sua energia para o aprendizado e não para lidar com ansiedade, sobrecarga ou frustração. No caso de estudantes com TEA, isso é ainda mais evidente, porque a previsibilidade, a clareza e o acolhimento reduzem significativamente o estresse cognitivo”, afirma Carol Braga.

A especialista reforça que, quando o estresse diminui, o desempenho acadêmico tende a melhorar naturalmente.

4. Identificar gatilhos e padrões de aprendizagem

Cada estudante possui suas próprias formas de lidar com pressão, estímulos e rotina. Em pessoas autistas, identificar gatilhos de ansiedade pode evitar bloqueios importantes durante os estudos.

“O cuidado individualizado permite identificar padrões de pensamento, gatilhos de ansiedade e estilos de aprendizagem. A partir disso, é possível estruturar estratégias mais eficazes, promovendo foco, organização e regulação emocional, fatores essenciais para o desempenho acadêmico”, afirma a psicóloga Alice Araújo.

Esse entendimento permite que o processo de aprendizagem aconteça de forma mais leve e eficiente.

5. Investir no acolhimento emocional

O Dia do Orgulho Autista também chama atenção para a importância da saúde emocional e do pertencimento. No período pré-vestibular, o suporte psicológico pode ser decisivo para evitar sobrecarga e esgotamento.

“O acolhimento emocional é essencial para que o aluno se sinta seguro para aprender. Quando há validação emocional, diminuem-se respostas de evitação, medo e frustração, permitindo maior engajamento com as tarefas e desenvolvimento de autonomia ao longo do processo”, explica Alice Araújo.

Para especialistas, acolher emocionalmente não significa facilitar o ensino, mas oferecer condições reais para que o estudante consiga aprender.

6. Reduzir estímulos e pressão excessiva

Barulhos, excesso de informações, cobranças constantes e ambientes caóticos podem gerar sobrecarga sensorial e dificultar o rendimento acadêmico de estudantes autistas.

“O excesso de estímulos pode gerar sobrecarga sensorial, levando à irritabilidade, dispersão ou comportamentos de evitação. A pressão excessiva aumenta a ansiedade e prejudica funções cognitivas como atenção, memória e tomada de decisão, impactando diretamente o desempenho do aluno”, alerta Alice Araújo.

A especialista reforça que adaptar o ambiente não reduz a qualidade do ensino, mas torna o aprendizado mais acessível e eficiente.

7. Falar sobre inclusão de verdade

Mais do que adaptações pontuais, especialistas defendem mudanças estruturais na educação para garantir inclusão real de estudantes autistas.

“Oferecer um ambiente inclusivo significa adaptar estratégias pedagógicas, flexibilizar demandas quando necessário, respeitar o tempo do aluno, organizar o ambiente para reduzir estímulos excessivos e oferecer suporte emocional. Isso impacta diretamente no engajamento, na confiança e na permanência desse estudante no processo educacional”, finaliza Alice Araújo.

No Dia do Orgulho Autista, o debate sobre inclusão reforça que acessibilidade vai muito além da presença em sala de aula. Trata-se de garantir respeito, autonomia e oportunidades reais para que pessoas autistas possam desenvolver plenamente suas capacidades e ocupar todos os espaços que desejarem.

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ONU recomenda evitar “por favor” e “obrigado” ao ChatGPT para reduzir o impacto ambiental

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A inteligência artificial parece estar confinada a uma tela, mas, nos bastidores, ocupa grandes espaços, consome eletricidade, requer refrigeração e gera uma pegada ambiental mais significativa do que muitos imaginam. Cada pergunta enviada a ferramentas como o ChatGPT aciona servidores em algum lugar, processando dados e consumindo energia para fornecer respostas rapidamente.

O custo ambiental da IA em debate (Foto: Instagram)

Recentemente, um alerta associado à ONU ganhou uma versão peculiar nas redes sociais: a sugestão de parar de dizer “por favor” e “obrigado” ao interagir com chatbots. No entanto, a questão é mais complexa. Pesquisadores da Universidade das Nações Unidas destacam que a expansão da IA tem custos ambientais reais e que mensagens longas, respostas detalhadas e uso frequente aumentam a carga sobre os sistemas.

O peso invisível da IA

De acordo com o relatório do Instituto da Universidade das Nações Unidas para Água, Meio Ambiente e Saúde, a IA não é apenas uma tecnologia digital, mas também depende de uma infraestrutura física: data centers, redes elétricas, sistemas de resfriamento, equipamentos eletrônicos e grandes áreas para sua instalação.

Os números são impressionantes. Até 2030, o consumo anual de água relacionado à IA pode alcançar 9,3 trilhões de litros, equivalente às necessidades domésticas de cerca de 1,3 bilhão de pessoas na África Subsaariana. No mesmo período, a eletricidade consumida pelos data centers movidos pela IA pode chegar a 945 terawatts-hora por ano, quase três vezes o consumo anual combinado de países como Paquistão, Bangladesh e Nigéria.

A pegada territorial também é significativa. Estima-se que, até 2030, a infraestrutura de IA possa ocupar cerca de 14.500 quilômetros quadrados. Não é apenas “nuvem”, mas terra, água, energia, cabos, servidores e sistemas de resfriamento funcionando constantemente.

Por que mensagens longas importam

Dizer “por favor” ou “obrigado” não é, por si só, o grande vilão climático da IA. O problema surge quando milhões de pessoas multiplicam comandos longos, pedidos frequentes e respostas desnecessariamente extensas. Em sistemas de IA, mais texto geralmente requer mais processamento, tanto para interpretar o que foi solicitado quanto para gerar a resposta.

Por isso, alguns especialistas defendem o uso mais direto das ferramentas. Não se trata de transformar a interação em algo rude, mas de evitar excessos que não acrescentam ao pedido. Um comando curto e claro pode exigir menos processamento do que uma mensagem cheia de floreios.

Em vez de escrever um parágrafo inteiro para uma resposta simples, o usuário pode ser direto. Também pode orientar o sistema a responder de forma concisa, reduzindo textos longos quando não forem necessários. Pequenas escolhas individuais não resolvem o problema sozinhas, mas ajudam a minimizar desperdícios em grande escala.

Alguns exemplos de instruções úteis são:

• Responda de forma breve

• Traga apenas o essencial

• Use uma frase quando possível

• Não repita a pergunta

• Só faça perguntas extras se forem indispensáveis

O alerta da ONU

A frase central do relatório resume bem a questão: “A inteligência artificial não é apenas uma tecnologia digital, mas também um sistema material com custos ambientais mensuráveis.” Essa parte frequentemente se perde quando a discussão vira um meme sobre boas maneiras.

O alerta não significa que cada “obrigado” está destruindo o planeta. Significa que a IA, quando usada em escala global, compete por recursos com outras necessidades humanas. Água para resfriar servidores, eletricidade para processar comandos e terrenos para data centers compõem uma equação que também envolve desigualdade, clima e infraestrutura.

O relatório também destaca que medir apenas emissões de carbono é insuficiente. A análise ambiental inclui água, território, resíduos eletrônicos e a origem da energia utilizada. Um data center alimentado por fontes mais limpas pode ter um impacto diferente de outro dependente de energia fóssil, mas ambos continuam necessitando de materiais, refrigeração e manutenção.

Para o usuário comum, a abordagem mais prática é usar a IA com intenção. Pedir exatamente o necessário, evitar repetições, reduzir respostas longas quando não forem úteis e reservar tarefas intensivas para quando realmente fizerem sentido. A gentileza pode continuar, mas a objetividade tornou-se uma forma discreta de economia digital.

Em Petrolina-PE, ‘São João na Praça’ leva tradição, cultura e talentos regionais na Sementeira no bairro Vila Mocó

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            Evento já começa nesta quinta-feira(18)

O clima junino já tomou conta de Petrolina e, a partir desta quinta-feira (18), a Praça da Sementeira, no bairro Vila Mocó, será palco de mais uma edição do ‘São João na Praça’. A programação integra o Ciclo Junino de Petrolina e reúne música, gastronomia típica e atividades para toda a família, em um ambiente preparado para celebrar as tradições nordestinas.

Promovido pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, e pela TV Grande Rio, o evento acontecerá ao longo do mês de junho, sempre a partir das 17h, oferecendo ao público uma programação gratuita marcada pelo autêntico forró e pela valorização da cultura popular.

Além da decoração temática e das barracas com comidas típicas, o ‘São João na Praça’ reforça o compromisso com a valorização dos artistas locais. Todas as atrações que se apresentam no palco são da região, fortalecendo a cadeia cultural do município e ampliando a visibilidade dos talentos sertanejos.

A iniciativa também contribui para democratizar o acesso à cultura, aproximando a população das tradições juninas e fortalecendo a identidade cultural de Petrolina. Com estrutura organizada, segurança e conforto, a Praça da Sementeira se consolida como um dos espaços mais acolhedores da programação junina da cidade.

Programação – São João na Praça

18 de junho (quinta-feira)

  • Zé Paulo
  • Galego do Pajeú
  • Kátia Di Tróia

19 de junho (sexta-feira)

  • Anderson Macedo
  • Flávio Baião

20 de junho (sábado)

  • Jaidete Varjão
  • Edenio Lima

21 de junho (domingo)

  • Tio Diego (Matinê Junina Infantil)
  • Jamy Sanfoneiro e Alberto Silva
  • Ryquelvi Silva

25 de junho (quinta-feira)

  • Manuel da Paixão
  • Romerito e os Compad’s

26 de junho (sexta-feira)

  • Mailton do Acordeon
  • Xote das Meninas

27 de junho (sábado)

  • Amigos do Forró
  • Adãozinho de Rajada e Katin

28 de junho (domingo)

  • Elisson Castro
  • Breno Landin
  • Sérgio do Forró

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação

Sisu+ 2026 oferta 77 vagas em cursos superiores para ingresso em 2026.2

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O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) publicou, no dia 10 de junho de 2026, o edital nº 89/2026, referente ao Sisu+ 2026. O SISU+ é uma etapa complementar à etapa regular do Sistema de Seleção Unificada, destinada ao preenchimento de vagas não ocupadas em instituições públicas de educação superior, sejam elas oriundas do Sisu ou de processos seletivos próprios das instituições. Podem participar do SISU+ apenas os candidatos que tenham se inscrito em pelo menos uma opção de curso na edição regular do Sisu 2026. O ingresso dos candidatos aprovados será no segundo semestre letivo de 2026. A seleção utiliza exclusivamente as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação.

De acordo com o documento, os candidatos interessados devem se inscrever pelo portal oficial do Sisu, no período de 15 a 19 de junho de 2026. O resultado da chamada regular está previsto para o dia 24 de junho. Para os candidatos que não forem selecionados na chamada regular, haverá a convocação da lista de espera, com chamada presencial marcada para o dia 9 de julho de 2026.

Há 77 vagas disponíveis, distribuídas entre cinco campi do IFSertãoPE, incluindo Petrolina, Petrolina Zona Rural, Floresta, Salgueiro e Serra Talhada. No campus Petrolina, estão disponíveis os cursos de Licenciatura em Química e Física. O campus Petrolina Zona Rural oferta vagas em Viticultura e Enologia. Já no campus Floresta, o curso disponível é Gestão da Tecnologia da Informação. Nos campi Salgueiro e Serra Talhada, as vagas são para Licenciatura em Física.

O edital também estabelece a política de ações afirmativas, conforme a Lei nº 12.711/2012, garantindo reserva de vagas para estudantes oriundos de escolas públicas, além de cotas destinadas a pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Há ainda previsão de percentuais específicos para candidatos com deficiência, tanto na ampla concorrência quanto nas vagas reservadas.

O IFSertãoPE reforça que é de responsabilidade do candidato acompanhar todas as etapas do processo seletivo, incluindo eventuais atualizações no site oficial da instituição e no portal do Sisu, além de garantir o cumprimento dos prazos e a apresentação da documentação exigida para matrícula.

Acesse aqui o edital nº 89/2026, e aqui outras informações sobre o Sisu+.

A uma semana do São João, confira quem vai levar mais de um milhão com shows em Pernambuco

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No São João 2026 de Pernambuco, Wesley Safadão e Gusttavo Lima receberão R$ 1,5 mi por shows em Caruaru e Petrolina, respectivamente; mas, na soma dos cachês por apresentações, a liderança do ranking do milhão é de Xande Avião com R$ 1,6 mi

Cantor Xande Avião/REPRODUÇÃO/REDE SOCIAL

Cantor Xande Avião (REPRODUÇÃO/REDE SOCIAL)

A próxima terça-feira (23), véspera do São João, será o grande dia das comemorações juninas no estado. Uma semana antes, o Diario de Pernambuco preparou a lista dos maiores cachês dos artistas que se apresentaram, ou ainda se apresentarão, nos municípios pernambucanos.

Wesley Safadão e Gusttavo Lima lideram a relação dos que mais receberão por um único show no estado. Ambos foram contratados para receber R$ 1,5 milhão com apresentações em Caruaru (quinta, 18) e Petrolina (sábado, 20), respectivamente.

Os contratos de dois cantores foram publicados nos diários oficiais dos municípios citados.

Até o começo da manhã desta terça (16), no entanto, os dados ainda não haviam sido repassados para o Painel de Transparência dos Festejos Juninos 2026.

O instrumento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), de caráter preventivo e colaborativo, e que buscar apresentar à sociedade os gastos públicos com os eventos juninos, apresenta uma relação dos maiores cachês acumulados por artistas.

E, neste caso, o topo da lista do milhão não é ocupado por Safadão nem por Lima.

Na soma dos shows, Xand Avião chega a R$ 1,6 milhão, com as apresentações em Ibimirim (R$ 800,00), no último dia 4, e Caruaru (R$ 800,00), no próximo dia 27.

Quem também, juntando os cachês de dois shows em palcos pernambucanos, supera R$ 1,5 milhão é Pablo A Voz Romântica.

Os shows do dia 5, em Caruaru, e em Vitória de Santo Antão, no dia 12, renderam a ele R$ 1,53 milhão e a segunda colocação.

Abaixo vem o empate, em R$ 1,35 milhão, de Rey Vaqueiro, com shows em Tracunhaem (R$ 450 mil), Vitória (R$ 450 mil) e Caruaru (R$ 450 mil)) e a dupla Iguinho e Lulinha, em Petrolina (R$ 450 mil), Tracunhaem (R$ 450 mil) e Vitória (R$ 450 mil).

Com R$ 1,2 milhão fica Henry Freitas, com as apresentações em Caruaru (R$ 600 mil) e Santa Terezinha (R$ 600 mil).

Pouco mais do que Zé Vaqueiro receberá com os shows de Caruaru (R$ 600, mil) e Petrolina (R$ 570 mil).

Ainda conforme dados do Painel de Transparência do MPPE, levarão R$ 1 milhão:

Banda Seu Desejo, com show em Caruaru (R$ 500 mil) e Vitória (R$ 500 mil) e Léo Magalhães, em Caruaru (R$ 500,00) e Caetés (R$ 500,00).

Por unanimidade, STF condena Eduardo Bolsonaro e o torna inelegível

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Primeira Turma do STF sentencia o deputado cassado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo da trama golpista

Eduardo Bolsonaro passou a morar nos Estados Unidos em fevereiro de 2025. Ele pode recorrer da condenação na Primeira Turma do STF -  (crédito: Reprodução/YouTube)

Eduardo Bolsonaro passou a morar nos Estados Unidos em fevereiro de 2025. Ele pode recorrer da condenação na Primeira Turma do STF – (crédito: Reprodução/YouTube)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo da trama golpista e obstrução de Justiça. O colegiado fixou pena de 4 anos e 2 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. Os ministros também decretaram a inelegibilidade do ex-parlamentar por oito anos. Cabe recurso da sentença.

Também conforme a sentença, Eduardo terá de pagar 50 dias-multa — com cada dia-multa avaliado em dois salários mínimos —, totalizando aproximadamente R$ 162 mil. As sanções se estendem à esfera administrativa e política, resultando na perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e do mandato de deputado — no entanto, ele foi cassado pela Câmara, em dezembro de 2025, por excesso de faltas.

Relator do caso na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação de Eduardo e foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Conforme a denúncia apresentada à Corte pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro articulou para emparedar e constranger o Judiciário brasileiro. Ele usou da influência junto ao governo dos Estados Unidos para provocar retaliações contra o Brasil e contra ministros do STF, segundo a acusação.

O objetivo central era tentar evitar o julgamento da trama golpista, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por ser líder da organização criminosa que atentou contra a democracia e cometeu outros delitos.

Moraes destacou a existência de “farto material probatório”, incluindo vídeos, postagens em rede sociais e mensagens nas quais Eduardo reivindicava o crédito pelas sanções impostas ao Brasil pela gestão Donald Trump.

O magistrado destacou que as ações do filho 03 não guardavam nenhuma relação com a atividade parlamentar, consistindo em ameaças explícitas que pretendiam, por meio de pressão internacional, evitar que o pai fosse condenado pela Corte.

As consequências concretas dessa articulação nos EUA foram severas para a economia e instituições financeiras. O processo detalha que a pressão exercida resultou em um “tarifaço” com sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, além da suspensão de vistos de oito dos 11 ministros do Supremo.

Um dos pontos mais graves citados foi a aplicação da Lei Magnitsky contra o próprio Moraes, o que provocou bloqueio de seus bens e cartões de crédito internacionais de bandeiras como Visa e Mastercard.

Durante o julgamento, Moraes foi enfático ao rejeitar a tese de imunidade parlamentar alegada pelos defensores do réu, uma vez que tais atos não possuem relação com o exercício do mandato, e destacou o absurdo de se usar uma prerrogativa pública para atacar as instituições do próprio país.

“Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Mesmo que estivesse no exercício do mandato e não licenciado, mesmo que estivesse no exercício, não estaria acobertado pela imunidade parlamentar”, destacou Moraes.

Torpeza

O ministro também criticou durante o ex-parlamentar por se manter fora do Brasil para evitar a responsabilização penal, pontuando que o processo legal não tolera artimanhas evasivas.

“O processo penal não é palhaçada, a aplicação da Justiça não é palhaçada. As normas existem para garantir o contraditório, a ampla defesa, dentro da paridade de armas, não para que fraudes e crimes praticados continuem se perpetuando”, sustentou. “Até hoje, em momento algum, nem o próprio réu em qualquer lugar, disse que mudou seu domicílio. Ele só disse que não volta para o Brasil por medo de responder pelos crimes que praticou. Pode o réu, qualquer réu, se beneficiar da própria torpeza?”, questionou.

Cristiano Zanin, por sua vez, observou em seu voto que as ações do réu, ocorridas entre janeiro e setembro do ano passado, evidenciaram de forma incontestável a prática criminosa planejada para coagir os julgadores, apontando que o conjunto probatório é robusto e demonstra a intenção deliberada de obstrução.

“Essas publicações, manifestações, que duraram de janeiro a setembro de 2025, comprovam autoria e materialidade com esse intuito de coagir a atuação do STF na condução da Ação Penal 2668. As condutas evidenciam de forma clara o crime de coação no curso do processo”, declarou.

A ministra Cármen Lúcia acompanhou integralmente o relator, ressaltando que houve uma clara e sistemática sucessão de atos que comprova a existência de um verdadeiro percurso criminoso estruturado especificamente para coagir e constranger os integrantes do tribunal.

Já Flávio Dino, presidente da Primeira Turma, frisou que o caso exemplifica, de maneira didática, uma perigosa estratégia internacional de ataque às Cortes Supremas, utilizada de forma coordenada para minar e enfraquecer democracias ao redor do globo.

Em contrapartida, a Defensoria Pública da União (DPU), que representou Eduardo à revelia, sustentou a nulidade do processo, alegando que o réu não foi notificado regularmente por carta rogatória e que suas falas estariam protegidas pela liberdade de expressão.

A defesa também citou o impedimento de Moraes por ser, simultaneamente, vítima e juiz, argumento que foi rejeitado pelo colegiado sob a justificativa de que a vítima do crime de coação é a própria administração da Justiça.

Nulidade

Em nota, Eduardo Bolsonaro classificou o julgamento como “sem pé nem cabeça” e alegou que a sentença é nula por flagrante desrespeito ao devido processo legal.

Ele criticou o fato de ter tomado conhecimento da provável condenação por meio de veículos de imprensa, sustentando que nunca foi formalmente citado segundo os ritos legais.

“Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, frisou. “Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Resido nos Estados Unidos em endereço que a imprensa brasileira fez questão de localizar, filmar e estampar, mandando repórteres até minha porta. Para mandar jornalista, sabem onde estou; para cumprimento do devido processo legal, alegam não saber.”

O deputado cassado acrescentou que “conhecer a acusação por reportagem não substitui a citação prevista em lei e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”. “Moraes pode não gostar, mas não pode escolher quando segui-los. Mais uma vez, é vítima e juiz do mesmo caso, e é por isso que o Brasil passa vergonha internacional de forma recorrente.” (Correio Brasiliense)