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Casas Bahia fecha lojas no país e atrasa divulgação de balanço

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Nos últimos dias, grupo fechou quase 300 lojas em plano de reestruturação com cerca de 2 mil demissões e adiou para segunda-feira publicação de resultados

Grupo teve prejuízo de R$ 1,064 bi no primeiro trimestre de 2026 -  (crédito: Divulgação)

Após registrar prejuízo de quase R$ 1,064 bilhão no primeiro trimestre deste ano — 160,7% acima das perdas registras no período de 2025, de R$ 408 milhões — , o grupo Casas Bahia atrasou a divulgação do balanço do segundo trimestre de 12 para 14 de agosto, com teleconferência agendada para segunda-feira, dia 17. Contudo, até ontem, a companhia não havia publicado o resultado trimestral na página da instituição. Procurada, a assessoria da companhia informou que o balanço deverá ser divulgado no dia 17.

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Em Brasília, por exemplo, lojas tradicionais das Casas Bahia e do Ponto Frio (que integra parte do grupo) no Conjunto Nacional amanheceram fechadas na sexta-feira. Outras lojas da rede no Gama e em Taguatinga também estavam fechadas, segundo funcionários.

Conforme informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, a rede teria planejado, neste mês, cortar 30% do quadro e vem adiando pagamentos a lojistas do marketplace e buscando estender prazos com a indústria para melhorar o ciclo financeiro. A medida faz parte de uma reestruturação ampla do grupo, que busca reduzir despesas, reorganizar a operação e melhorar o fluxo de caixa após prejuízos bilionários nos últimos trimestres.

No acumulado em 12 meses até março de 2026, o prejuízo somava R$ 3,6 bilhões, enquanto o patrimônio líquido do grupo havia encolhido de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,8 bilhão, conforme dados do último balanço do grupo companhia.

Em relatório divulgado no fim de julho, o Itaú BBA informou que retomou a cobertura do grupo Casas Bahia e avaliou que as parcerias da rede com grandes marketplaces, como Mercado Livre, Amazon e Shopee, são vistas como uma oportunidade de melhorar a rentabilidade da rede no comércio on-line. “Em poucos meses, estimamos que essas parcerias já representem mais de 5% do volume brutos de mercadorias (GMV) total e 10% do GMV on-line, o equivalente a cerca de R$ 2 bilhões por ano”, destacou o banco, que fez uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1 para as ações ordinárias do grupo para o fim de 2027 — alta de 51% sobre o fechamento de sexta-feira, de R$ 0,66.

O documento ainda destacou que a carteira de crédito ao consumidor, de R$ 6,3 bilhões, foi reestruturada, com redução da taxa de novas emissões de 150% para 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). “Vemos espaço limitado para uma expansão mais acelerada no curto prazo, diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador e do aumento do risco de inadimplência, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”, ressaltou.

Embora avalie que a geração de valor operacional da varejista é sustentável, o banco ainda segue com uma visão mais cautelosa diante do cenário macroeconômico, já que a empresa continua exposta a categorias de bens duráveis e de maior valor, que dependem de crédito ao consumidor. “Um período prolongado de juros elevados pode limitar a demanda e aumentar os custos de financiamento da operação de crédito, o que dificulta uma aceleração mais forte das vendas”, acrescentou o relatório do Itaú BBA.

Ontem, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) manifestou preocupação com o encerramento das atividades de unidades da Casas Bahia e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores. Segundo a entidade, funcionários relataram que foram pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas lojas.

O Secor disse se preocupar com a maneira como o processo está sendo conduzido. Segundo relatos recebidos pelo sindicato, muitos trabalhadores ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria. (Com informações da Agência Estado)

O Blog entrevista o comunicador e publicitário Carlos Britto, candidato a Deputado Federal por Petrolina-PE

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Por que você está se candidatando a Deputado Federal, Carlos Britto?
Vinícius, eu cuidei das pessoas há quase 30 anos ouvindo os problemas, os dramas, as dores, escrevendo sobre isso, mostrando vídeos agora quando ficou mais moderno. E eu cansei de simplesmente ouvir e contar a história, e agora eu resolvi tentar fazer alguma coisa. Porque a política precisa de renovação. Eu acho que a política precisa todo dia se renovar, e acredito que a política não não é uma capitania hereditária e nem herança de família. Política é para quem quer servir. Quem tem o compromisso de servir. Eu não acredito em poder permanente para ninguém, inclusive para mim, se eu chegar lá. O poder tem que ser transitório. Eu não acredito em capitanias hereditárias, que só pode o filho do rico, o filho de de família abastada. Eu acho que pode todo mundo, quem tem o compromisso de cuidar das pessoas. Então, por isso que eu me me candidatei, porque eu achei que era a hora de mudar um pouco esse cenário.
Tá preparado para a missão?
Carlos Britto: Muito preparado. Eu acordo motivado todo dia, sabendo que eu tenho um desafio grande para cumprir. O caminho não é fácil, eu sei das adversidades, mas eu tô pronto para enfrentar. Eu fui criado e talhado para aguentar todas as dificuldades. Mais difícil, Vinícius, foi de onde eu vim. E Deus me deu o merecimento de chegar. E eu acho que mais gente pode chegar como eu cheguei até aqui.
Na sua ótica de cidadão petrolinense, quais as bandeiras que você pretende levantar e defender nessa sua empreitada?
Carlos Britto: Vou lhe dar um dado: o Deputado Federal, ele tem, é obrigatório,  que destinar 50% de suas emendas para a saúde. E você sabia que mesmo do resto ele pode destinar para onde ele quiser e acompanhar? Você pode colocar emenda nos postos de saúde, que é onde o drama mora. O posto de saúde não consegue atender porque falta médico, falta insumos, falta vacina, falta infraestrutura. Se a gente cuidar lá do início, a unidade  Dom Malan não vai lotar. Então, meu compromisso, minha bandeira é cuidar dessa atenção básica. Cuidar da saúde dessas pessoas que estão abandonadas lá na ponta, no início, que as prefeituras não cuidam. Os prefeitos compram ambulância, o prefeito não cuida do posto sucateado. Então, a bandeira da saúde é uma coisa que eu vou levar muito a sério. E tem mais uma que eu acho muito sério. Por mim, é o fim do IPVA, Vinícius. Fim do IPVA! Eu acho um absurdo que você compra um carro e parece que tá pagando aluguel. Você não vê esse dinheiro retornar para lugar nenhum.
Petrolina é uma das admiradas cidades deste país. O que é que você poderá fazer como deputado para manter essa marca de desenvolvimento e prosperidade dessa cidade e dessa região sertanejo?
Carlos Britto: Vou lhe dar outro dado. Você sabia que aqui a gente só cuida de manga e uva? Você sabia que tem mais de 3 mil hectares de  melão aí que não tem incentivo? As frutas cítricas estão chegando aqui no Vale do São Francisco. Só se tem incentivo para manga e uva. Não tem incentivo para quem planta caju, para quem planta melão, para quem planta. O pessoal que tá querendo plantar o cítrico aqui, não tem incentivo federal. Então,  é essa explosão demográfica que tem aqui na cidade, ela tem que se justificar com a agricultura mais forte. E a agricultura mais forte não é só na terra do seu doutor não, do rico, que tem grandes exportações de manga e de uva. É preciso incentivar essas outras culturas para a cidade ganhar um *plus* diferente.
Está pronto para o desafio?  Qual é o seu partido e o que é que ele pode representar no impulso de uma possível vitória sua?
Carlos Britto:Eu estou no PL. O PL me recebeu de braços abertos, me prometeu uma estrutura de campanha com tempo eleitoral forte, me trouxe para a presidência do partido, me prestigiou. Eu sou uma pessoa que nasci de uma família muito humilde, mas uma família de valores, conservadora. Conservadora! Eu acredito nos valores conservadores, que é o que o PL defende. E eu acho que esse partido está pronto para trazer as diretrizes do presidente Jair Bolsonaro e de todos os patriotas para a gente fazer um país melhor, mais justo, com mais participação da comunidade, enfim. Você veja que o PT tá no poder há vários anos. Lula continua prometendo as mesmas coisas!  E dizendo que o país não tá bem. Como, se tá administrando há mais de 20 anos? Então, a culpa é dele! A gente precisa virar essa chave. E eu tô pronto pra ajudar.
Vamos falar de  saúde, emprego, oportunidade. Petrolina sempre foi bem servida, o que contribui para que aqui possam estar atraindo pessoas de outras cidades e regiões. Um número cada vez maior de gente que chega nessa cidade e se instala aqui. Onde nós vamos parar?
Carlos Britto: Nós vamos chegar longe, mas eu discordo de você. Nós temos emprego. Acho que os programas sociais  estão atrapalhando aí o emprego porque o cara não quer trabalhar, por exemplo, e perder o benefício social dele. Mas eu discordo de você na saúde. Nós não temos saúde. Você quer um dado? Se qualquer um de nós aqui enfartar, se não tiver um plano de saúde, ou a gente vai para Serra Talhada ou vai para Irecê, a mais de 300 km, porque aqui não tem uma uma saúde de referência. Aqui a gente não tá conseguindo fazer cateterismo. Nós temos que transformar isso aqui num polo de saúde adequado. Um um um polo cardiovascular, um polo cardíaco. Que Petrolina tá sentindo a falta disso.
Na sua visão, o que é que Petrolina ainda necessita e você como Deputado Federal eleito, pode fazer? Qual é exatamente essa visão que você tem para  contribuir e melhorar mais ainda essa cidade que recebe tanta gente todo dia, toda hora, de tanto lugar?
Carlos Britto:Oportunidade para todos, Vinícius. A gente vive numa bolha, onde só alguns estão muito bem e a grande maioria está muito mal. Petrolina é a cidade da 7 de Setembro para cá e outra cidade da 7 de Setembro para lá. Lá, Vinícius, é a cidade que não aparece na televisão. Aquelas pessoas estão lá sofrendo,  pisando na lama. Eu eu fui numa vila ontem que o cara quer pagar a energia elétrica, quer pagar a água e não ligam  porque não se consegue registrar o imóvel dele direito. A cidade está vivendo numa bolha: muitos com muitos e a grande maioria com quase nada. E essa distância precisa terminar. Outra: tenta abrir qualquer negócio em Petrolina para tu ver a dificuldade. Dos novos empreendimentos, dos novos investimentos. É preciso quebrar essas barreiras e abrir oportunidade para todos.
Como petrolinense, comunicador, pai, esposo, o que aguardar do amanhã de  Petrolina? Prosperidade para todos os lados ou ainda falta corrigir muita coisa para ela seguir em frente com a frase: É daqui pra melhor?
Carlos Britto: Fica parecendo que eu tô dizendo que Petrolina é terra arrasada e não é não. Petrolina é a cidade que eu nasci aqui e eu tenho muito orgulho de tudo que a cidade se transformou, e acho que o que foi feito até aqui nos orgulha. Porque senão, olha para as cidades do lado, não tem. Mas é preciso que mais pessoas ajudem. Não é possível que  a inteligência emocional esteja apenas num lugar. Tem que ter mais gente! Tem que que que oxigenar! Eu tinha um amigo que foi candidato a vereador lá atrás que disse que precisava varrer as coisas ruins, as coisas velhas. E é preciso mesmo, Vinícius! É preciso que a gente varra o que tá errado, o que tá atravancando a cidade, o que tá travando um monte coisa.
Passar o espanador?
Carlos Britto: Espanador! Porque a gente precisa mudar e reoxigenar. O poder precisa ser descentralizado.
A eleição vai começar, mas os pré-candidatos já estão nas ruas se apresentando, preparando a caminhada. E a sua plataforma de governo? O que é que você imagina, o que é que você pensa, dentro dessa ótica? Cidade grande e você de manhã tem um mundo de gente, de tarde tem mais gente ainda e por aí vai. Qual é  o seu sentimento de grandeza  e a sua ótica dentro  dessa concepção?
Carlos Britto: Vou falar de de dois momentos. Você tá falando de gente na rua. Eu tô achando que a campanha política, eu vou pra rua, Vinícius. Eu vou acabar esses vídeos aqui, depois eu vou acabar o outro, eu vou bater nas portas das pessoas e vou dizer para elas que alguém que nasceu no Hospital Dom Malan, que estudou na escola pública a vida toda, que não teve berço de ouro, que lá em casa não tinha nem televisão, que vivia da merenda da escola, que batia na porta entregando currículo igual a ele, também pode chegar lá. E se eu  vencer, ele vai ganhar também, Vinícius. Se eu vencer, ele vai ganhar. Quando eu for deputado, eu vou acabar com a diferença, vou acabar com a distância. Vou tentar acabar com essa distância do posto de saúde para o atendimento humanizado que não chega. Eu vou lutar, Vinícius, para aquele cara que anda de motozinha e que é preso porque ele não pagou o IPVA. Quando ele não pagou o IPVA,  já já tomam a motinha dele que tá atrasada e aí ele vai virar um peso para o Governo Federal. Não era mais fácil ter resolvido? Deixar o cara ali sem pagar aquele imposto, que não serve de nada esse IPVA. Deixar esse cara sem pagar esse imposto para que ele pudesse estar gerando divisas, riquezas para a sua família, trabalhando com mais dignidade?
Os partidos com os seus  candidatos já estão aí nas ruas, nos bairros, nas comunidades trabalhando em buscar e firmar o compromisso de trabalho, que cada um terá com a Petrolina de todos. Portanto, deixe sua mensagem e faça a sua convocação? 
Carlos Britto:Todo ano a gente fica reclamando de que os políticos são todos iguais, fazem as coisas erradas, não mudam nada a vida das pessoas e a gente fica reclamando e votando nos mesmos. Eu ofereço o meu coração puro, minha história honesta de alguém que nasceu muito simples, mas que lutou muito para chegar até aqui. Batalhou. E que não há uma, uma, uma mácula na minha história toda de que eu tenha sido desonesto, que tenha passado alguém para trás, que tenha agido de má-fé com ninguém. Eu peço a confiança do petrolinense em mim. A confiança para a gente escrever uma outra história. Eu não tô aqui contra ninguém, não. Eu não tô aqui contra ninguém e e eu também não espero que a cidade perca representação, não. Eu tô aqui para que a cidade aumente a representatividade. Aqui nós já tivemos uma representação muito mais forte. Hoje a gente tá apequenado. E é preciso que mais gente chegue, mas que chegue gente bem-intencionada, com vontade de fazer direito. Esse cara sou eu.

Eleições 2026! Lula faz aceno à classe trabalhadora em lançamento de campanha

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No ABC Paulista, o presidente lembrou da juventude sindicalista e citou números do atual governo

Lula iniciou oficialmente, neste domingo (16/8), a campanha à reeleição em um megaevento no Estádio da Vila Euclides, no ABC Paulista - (crédito: NELSON ALMEIDA/AFP)

São Bernardo do Campo (SP) – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou oficialmente, neste domingo (16/8), a campanha à reeleição em um megaevento no Estádio da Vila Euclides, no ABC Paulista. O local tem é o mesmo onde o atual chefe do Executivo discursou em 1979 para uma multidão enquanto ainda comandava uma greve como líder sindicalista dos metalúrgicos.

Para uma multidão de mais de 15 mil pessoas, que entoaram músicas de campanha consagradas do petista, como “Olê, olê, olê, olá” e “Lula, lá”, o presidente começou o discurso fazendo uma brincadeira ao time do coração, o Corinthians. “Não morro mais de emoção, porque sou corinthiano”, disse.

Durante o discurso, ele lembrou do passado como metalúrgico e do simbolismo de fazer o evento no mesmo local onde começou a vida pública, no ABC. Ele também homenageou a mãe, Dona Lindu, e recebeu os cumprimentos de “companheiros” da época de quando ainda atuava como líder sindical na cidade.

Lula também tratou de temas como a segurança pública, a educação e o controle das terras raras. Neste último tema, aproveitou para cutucar os adversários, ao afirmar que não vai “entregar” os minerais críticos a outros países, citando Estados Unidos, Rússia e China como exemplos.

Durante o discurso, que durou pouco mais de 20 minutos, Lula ainda comentou sobre dados econômicos para criticar o governo do antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que seu governo conseguiu reduzir o nível de desemprego e inflação, além da situação fiscal, apesar de o nível da dívida pública ser o maior desde a pandemia de Covid-19.

“Quem assentou mais terras indígenas, quem assentou mais trabalhador rural, quem gerou mais emprego, quem deu mais aumento de salário, para que a gente possa dizer para eles, sem vergonha na cara: ‘parem de mentir, porque o povo brasileiro não vai aceitar a mentira, e sim, a verdade'”, disse Lula.

Ao lado do presidente, estiveram a primeira-dama, Janja da Silva, o vice-presidente e candidato ao mesmo posto, Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, a ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, além de uma série de outros candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e a governos estaduais.

Lula tem 41% das intenções de voto no 1º turno; Flávio aparece com 35%
Lula tem 41% das intenções de voto no 1º turno; Flávio aparece com 35%

“Tá todo mundo contra mim”, diz Flávio ao abrir campanha em Copacabana

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Candidato do PL lança candidatura no Rio com discurso centrado em segurança pública, críticas a Lula e promessa de endurecimento penal

 Brazil's right-wing senator and presidential candidate for the Liberal Party (PL) and his running mate congressman Alfredo Gaspar (R) wave during a campaign rally at Copacaban beach in Rio de Janeiro, Brazil, on August 16, 2026. Brazilians will go to the polls next October 4 once again deeply polarized and under the shadow of U.S. President Donald Trump, who has backed conservative candidates in recent elections in Latin America. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)
       -  (crédito:  AFP)

“Tá todo mundo contra mim.” disse Flávio Bolsonaro neste domingo (16/8), em ato que abriu oficialmente sua campanha à Presidência da República, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Diante de apoiadores, o senador afirmou que enfrenta um sistema adverso e que pretende “recolocar o Brasil no caminho da prosperidade”, ao mesmo tempo em que buscou se apresentar como continuidade do projeto político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O evento ocorreu na orla de Copacabana, espaço que se consolidou como palco de manifestações bolsonaristas nos últimos anos. Flávio escolheu o local para o início da campanha em um gesto simbólico de aproximação com a base do ex-presidente. No discurso, alternou críticas ao governo Lula com acenos ao eleitorado conservador e menções frequentes ao pai, a quem pediu homenagem pública durante o ato.

Ao tratar da própria trajetória, Flávio reconheceu o peso político do sobrenome. “É difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, disse, ao afirmar que assume a missão “com humildade”. Em outro momento, afirmou que o atual governo “é um governo que briga com todo mundo”, mas não enfrenta o crime organizado. A estratégia do candidato foi tentar se colocar como herdeiro político de Jair Bolsonaro, ainda que evitando a comparação direta com o ex-presidente.

A segurança pública foi o eixo central do discurso. Flávio prometeu classificar facções criminosas como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, endurecer penas para crimes como roubo de celular e ampliar a repressão a crimes sexuais. Também defendeu a redução da maioridade penal em casos específicos. Na economia, direcionou críticas ao custo de vida, chamando o presidente Lula de “caloteiro da esperança” e atribuindo ao governo o aumento do endividamento das famílias.

O candidato apresentou ainda um conjunto de propostas que chamou de plano de governo. Entre elas, a redução de impostos e da burocracia, a criação de um programa de voucher para creches privadas, mudanças no currículo escolar e a ampliação de parcerias entre universidades e empresas. Flávio também prometeu um sistema integrado de saúde para agilizar atendimentos e defendeu a atualização da tabela do SUS. No campo econômico, anunciou o programa “Minha Primeira Empresa”, voltado ao incentivo ao empreendedorismo.

Na política externa e institucional, afirmou que pretende indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal, com perfil alinhado a pautas conservadoras, e disse que o Brasil precisa recuperar credibilidade internacional. Segundo ele, seria o único candidato capaz de negociar com grandes potências como Estados Unidos, China e países do Oriente Médio. O discurso buscou reforçar a imagem de gestor com capacidade de articulação global, embora sem detalhar como essas negociações seriam conduzidas.

O ato também teve participação de Fernanda Bolsonaro, mulher do candidato, que escreveu na blusa do candidato a frase “O Brasil vai vencer”, em referência a ‘Débora do Batom’, condenada à prisão por participação nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Ao final, Flávio apresentou o ex-promotor Alfredo Gaspar como seu vice, destacando sua atuação na área de segurança pública e no combate à corrupção. A chapa é formada exclusivamente pelo PL.

É neste domingo(16) a inauguração do comitê do PL de Petrolina. Será o primeiro grande ato da direita no Sertão

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A direita de Pernambuco teve seu primeiro grande ato público em Petrolina neste domingo (16). A partir das 15h22, quando foi inaugurado na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio o comitê de campanha de Lara Cavalcanti, candidata a deputada estadual e Carlos Britto, candidato a federal (ambos do PL).

Na ocasião houve também um ‘adesivaço’. O ato teve a cor amarela como símbolo e  contou com a presença do candidato a senador Mendonça Filho (PL), que foi uma das principais presenças do evento.

A inauguração reuniu  lideranças políticas regionais e locais, apoiadores e representantes da direita pernambucana, reforçando a articulação do PL na região e a construção de um projeto político voltado para a região e para Pernambuco.

Para Lara Cavalcanti, o momento representa mais do que a abertura oficial de um espaço de campanha: é a oportunidade de reunir, no Sertão, aqueles que compartilham dos mesmos princípios e defendem um novo caminho para Pernambuco.

A presença de Mendonça Filho também reforça a unidade do PL em Pernambuco e a estratégia de fortalecimento da legenda no Interior pernambucano. Ex-governador, ex-vice-governador e ex-deputado federal, Mendonça vem ampliando sua agenda política pelo Estado.(Ascom)

É hoje(16)! Raquel Lyra dá pontapé na campanha eleitoral percorrendo Recife, Caruaru e Petrolina

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Governadora, que busca a reeeleição, começou a cumprir  agendas desde das 8h55 deste domingo(16) até a noite quando encerra em Petrolina. Acompanhe!

Governadora Raquel Lyra inicia campanha pela reeleição percorrendo Recife, Caruaru e Petrolina

A governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição pela Coligação Pernambuco de Coração, iniciou a campanha eleitoral neste domingo (16) cumprindo uma série de agendas no Recife, em Caruaru e Petrolina.

O primeiro compromisso, no Recife, foram  os adesivaços nos comitês da Zona Sul e da Zona Norte da capital pernambucana, desde as 8h55.

Já à tarde, a governadora fez a mesma ação de campanha em Caruaru, no Agreste, e de lá segue para Petrolina encerrando a programação do primeiro dia.

A vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), e os candidatos a senadores Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) acompanham Raquel Lyra durante toda a programação, do compromisso mais cedo em Recife até o encerramento em Petrolina.

Nesse sábado (15), último dia antes do início oficial da campanha, Raquel dedicou a manhã para a gravação de materiais para o guia eleitoral. À tarde, a candidata comandou reunião com a equipe de campanha.

Confira a agenda detalhada da gestora neste fim de semana:

DOMINGO

8h55 – Adesivaço no comitê do Pina, no Recife
Endereço: Av. Herculano Bandeira, nº 825, bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Logo após a ponte do Pina.

10h55 – Adesivaço no comitê da Avenida João de Barros, no Recife
Endereço: Avenida João de Barros, nº 288, bairro da Soledade, área central do Recife.

13h55 – Adesivaço no comitê na Agamenon Magalhães, em Caruaru
Endereço: Avenida Agamenon Magalhães, nº 1435, bairro de Maurício de Nassau, Caruaru, ao lado do posto Ipiranga.

16h55 – Adesivaço no comitê em Petrolina
Endereço: Avenida Guararapes, sem número, Petrolina, ao lado do antigo Vale da Sorte.

18h55 – Evento político do candidato a deputado federal Miguel Coelho
Endereço: Avenida 7 de Setembro, Petrolina, próximo ao pátio de eventos

Eleições 2026! Presidenciáveis miram bases eleitorais na abertura da campanha

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Quatro dos cinco candidatos começam a campanha pelo Sudeste. Exceção é Ronaldo Caiado, que optou por iniciar a corrida em Goiás

Eleições 2026 — Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte

Os candidatos a presidente com melhor desempenho nas sondagens eleitorais até agora escolheram as bases políticas ou locais de forte simbolismo para dar início, neste domingo (16/8), à campanha oficial ao Planalto. Os atos ocorrerão em quatro estados, sendo a maioria no Sudeste.

Lula vai começar a campanha em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde construiu parte da trajetória política. O ato, marcado para às 10h, será realizado no Estádio da Vila Euclides, espaço associado à atuação sindical do presidente antes da chegada à política institucional.

Também em São Paulo, Renan Santos escolheu o Largo São Francisco, na região central da capital, onde está a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). A escolha dá ao candidato do Missão um ponto de partida na principal cidade do país e em um endereço tradicional da política brasileira. O está marcado para às 13h.

Flávio Bolsonaro fará um comício às 10h na Praia de Copacabana, no Rio, estado em que cresceu e pelo qual foi eleito senador. O local também remete à estratégia eleitoral do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que realizou diversos atos na Avenida Atlântica.

Caiado será o único entre os cinco a iniciar a campanha fora do Sudeste. O candidato do PSD fará uma carreata por municípios do Entorno do Distrito Federal, em Goiás, estado que governou. A chamada Caravana de Caiado comecará às 8h da manhã em Águas Lindas de Goiás e terá encerramento em Luziânia, às 16h.

Já Zema escolheu Minas Gerais, estado que governou, para a largada. O candidato do Novo fará um ato no Mercado Central de Montes Claros, no norte mineiro, às 8h30. Com 414 mil habitantes no Censo de 2022, o município é o principal centro urbano da região.

Mais emprego! Pernambuco anuncia concurso público com 5,3 mil vagas para segurança, saúde e UPE

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Autorização para os certames foi publicada no Diário Oficial do Estado e oportunidades contemplam Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Secretaria de Saúde e UPE

Inscrições para o concurso devem ser feitas pela internet/Foto: Freepik

O governo de Pernambuco autorizou a realização de um novo concurso público com 5.337 vagas para as áreas de segurança pública, saúde e Universidade de Pernambuco (UPE). A homologação que permite a realização dos certames foi publicada no Diário Oficial do Estado, e os editais deverão ser divulgados nos próximos dias.

Do total de oportunidades, 3.905 serão destinadas às forças de segurança, 1.263 à Secretaria Estadual de Saúde (SES) e outras 169 à UPE.

Na área de segurança pública, o maior número de vagas será para a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), com 1.320 oportunidades, sendo 1.250 para soldados e 70 para oficiais. A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) contará com 1.315 vagas, distribuídas entre 1.200 agentes, 70 escrivães e 45 delegados.

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) terá 570 vagas, das quais 510 para soldados e 60 para oficiais. Já a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) ofertará 700 vagas para o cargo de policial penal.

Na área da saúde, serão abertas 1.263 vagas, sendo 428 para médicos plantonistas, 542 para assistentes em saúde plantonistas, 283 para analistas em saúde plantonistas e 10 para fiscais em vigilância sanitária.

A Universidade de Pernambuco (UPE) contará com 169 vagas, distribuídas entre 117 médicos, 21 analistas técnicos em gestão universitária e 31 assistentes técnicos em gestão universitária.

Segundo a gestão estadual, os editais com as regras dos concursos, cronogramas e critérios de seleção serão publicados em breve. Informções do Diário de Pernambuco

TSE reforça regras para eleições e restringe uso da máquina pública em campanha

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O abuso de poder pode ocorrer quando recursos econômicos, estruturas empresariais, cargos públicos ou meios de comunicação são utilizados de maneira grave para interferir na disputa

A competência da Justiça Eleitoral varia conforme o cargo em disputa. Nas eleições presidenciais, cabe ao TSE analisar os casos/Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Com o avanço do calendário eleitoral, candidatos e agentes públicos precisam redobrar a atenção às regras que buscam impedir o uso da estrutura do poder público para influenciar a disputa. A legislação eleitoral estabelece uma série de condutas proibidas durante a campanha, além de prever punições para práticas como abuso de poder, compra de votos, fraude e uso irregular de recursos.

As regras estão reunidas na Resolução nº 23.735/2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizada para as Eleições 2026 pela Resolução nº 23.757, aprovada em março deste ano. A norma disciplina tanto os principais ilícitos eleitorais quanto as condutas vedadas especificamente a agentes públicos.

Entre as restrições estão o uso de bens e serviços públicos em benefício eleitoral, a utilização de servidores durante o expediente, a publicidade institucional nos três meses anteriores ao pleito e a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas. As regras também alcançam conteúdos divulgados na internet e o uso de inteligência artificial durante a disputa.

O que é considerado ilícito eleitoral?

A resolução do TSE reúne seis grupos principais de irregularidades: abuso de poder, fraude, corrupção eleitoral, arrecadação e gastos ilícitos de campanha, captação ilícita de sufrágio e condutas vedadas a agentes públicos.

O abuso de poder pode ocorrer quando recursos econômicos, estruturas empresariais, cargos públicos ou meios de comunicação são utilizados de maneira grave para interferir na disputa. Para sua caracterização, não é necessário demonstrar que a prática alterou o resultado da eleição. A Justiça Eleitoral considera a gravidade da conduta e sua repercussão no contexto do pleito.

Já a captação ilícita de sufrágio, conhecida como compra de votos, ocorre quando candidato oferece, promete, doa ou entrega alguma vantagem pessoal ao eleitor com o objetivo de obter seu voto. A vantagem pode envolver dinheiro, produtos, serviços, emprego ou função pública. A regra vale desde o registro da candidatura até o dia da eleição.

Também são considerados ilícitos o recebimento ou uso irregular de recursos de campanha quando a irregularidade ultrapassa uma simples falha contábil e assume relevância jurídica.

Recursos para mulheres, pessoas negras e indígenas

A atualização feita pelo TSE em 2026 também reforçou o tratamento dado ao desvio de recursos públicos destinados às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas.

Segundo a norma, a irregularidade pode ser considerada grave independentemente do valor desviado, desde que fique comprovado que os recursos não foram utilizados em benefício das candidaturas às quais estavam destinados.

IA e desinformação entram no radar da Justiça Eleitoral

As regras para 2026 também incorporam de maneira mais explícita o uso da internet, de serviços de mensageria e de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.

A utilização desses meios para divulgar informações falsas ou descontextualizadas com o objetivo de prejudicar adversários, beneficiar candidaturas ou atacar a credibilidade do sistema eletrônico de votação pode configurar uso indevido dos meios de comunicação e, dependendo das circunstâncias, abuso de poder político ou econômico.

A norma também alcança conteúdos sintéticos produzidos ou modificados por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes quando houver violação das regras eleitorais.

O que agentes públicos não podem fazer

As condutas vedadas têm como objetivo impedir que a estrutura da Administração Pública seja utilizada para desequilibrar a disputa entre candidatos.

Entre as principais proibições estão:

  • Usar bens públicos: agentes públicos não podem ceder ou utilizar imóveis, veículos, equipamentos, materiais ou outros bens da Administração em benefício de candidatos, partidos, federações ou coligações. A legislação prevê exceção para a realização de convenções partidárias.
  • Usar servidores em campanha: servidores e empregados públicos não podem ser colocados à disposição de campanhas durante o horário normal de expediente.
  • Fazer publicidade institucional: nos três meses anteriores à eleição, é proibida a publicidade institucional de atos, programas, obras e serviços públicos, salvo as exceções previstas em lei. A restrição também alcança conteúdos já autorizados anteriormente que ainda estejam disponíveis nos canais oficiais.
  • Participar de inaugurações: candidatos não podem comparecer a inaugurações de obras públicas nos três meses que antecedem a eleição. Eventos que tenham aparência ou simulem inaugurações também podem ser alvo de investigação.
  • Contratar shows com dinheiro público: também fica proibida, nesse período, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos para inaugurações de obras.

Redes sociais oficiais também entram na regra

Uma das mudanças destacadas pelo TSE para 2026 diz respeito ao conteúdo dos canais oficiais de governos e órgãos públicos.

Nos três meses anteriores ao pleito, agentes públicos devem adotar as providências necessárias para adequar sites, redes sociais, canais e demais meios oficiais de informação. A publicidade institucional vedada pode ser identificada pela presença de nomes, slogans, símbolos, expressões, imagens ou outros elementos que permitam associar o conteúdo a autoridades, governos ou administrações cujos cargos estejam em disputa.

A regra vale inclusive para materiais cuja divulgação tenha sido autorizada antes do início do período de restrição.

Quais são as punições?

O descumprimento das regras pode provocar diferentes consequências, de acordo com a conduta e sua gravidade.

Entre as medidas previstas estão a suspensão do ato irregular e de seus efeitos, aplicação de multa, cassação do registro ou do diploma da candidatura beneficiada e devolução de recursos públicos quando houver desvio de finalidade.

Em casos de abuso de poder, a Justiça Eleitoral também pode declarar a inelegibilidade dos responsáveis por oito anos.

Nas condutas vedadas a agentes públicos, a configuração do ilícito é considerada objetiva: em determinadas situações, não é necessário comprovar que a prática efetivamente alterou o resultado da eleição. Para a cassação, porém, é necessário avaliar a gravidade da conduta, considerando seus aspectos qualitativos e quantitativos.

Quem julga cada caso?

A competência da Justiça Eleitoral varia conforme o cargo em disputa. Nas eleições presidenciais, cabe ao TSE analisar os casos. Nas disputas para governador, vice-governador, senador e deputados federal, estadual ou distrital, a competência é dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Já nas eleições municipais, os casos são analisados pelos juízos eleitorais.

As regras fazem parte da regulamentação das Eleições 2026 e buscam preservar a igualdade de condições entre as candidaturas, evitando que recursos públicos, estruturas administrativas, poder econômico ou meios de comunicação sejam utilizados para interferir indevidamente na escolha do eleitor.

Polícia Civil da Bahia divulga edital de concurso público com 750 vagas; confira detalhes

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Inscrições até 08 de Setembro

Polícia Civil da Bahia divulga concurso público com 750 vagas

O governo da Bahia divulgou edital de concurso público com 750 vagas para a Polícia Civil, para os cargos de delegado, escrivão e investigador.

O certame é de responsabilidade do Instituto AOCP e destina vagas afirmativas para negros e Pessoas com Deficiência (PCD).

Para o cargo de investigador, é necessário ter diploma de ensino superior e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria “B”, no mínimo, enquanto para escrivão, é preciso ter diploma de curso superior em qualquer área.

Para ambos os cargos, o salário básico é de R$ 1.944,74, acrescido de Gratificação de Atividade de Polícia Judiciária (GAPJ III), equivalente a R$ 2.057,39, podendo ser acrescidas outras vantagens e a remuneração atingir o valor de R$ 6.433,06.

Já para delegado, é requisito ter diploma de bacharel em Direito. A remuneração ofertada é de R$ 6.449,78 mais GAJ III, equivalente a R$ 1.983,66, podendo ser acrescidas outras vantagens e o salário atingir R$ 16.495,67.

Para todas as funções, a carga horária semanal de trabalho é de 40 horas.

Confira distribuição das vagas:
– 100 vagas para delegado;
– 150 vagas para escrivão;
– 500 vagas para investigador.

Seleção
O concurso público será realizado em três etapas:

– Provas objetivas – contendo 100 questões – e discursivas, de caráter eliminatórias e classificatórias, a serem aplicadas no dia 6 de dezembro, em Salvador.
– Prova de títulos, apenas de caráter classificatório.

Os candidatos classificados nas primeiras etapas também passarão por testes de aptidão física, exames médicos e psicológicos, além de investigação social e, por último, curso de formação.

Inscrições
As inscrições abrem no dia 7 de agosto e seguem até 8 de setembro, no site do Instituto AOCP.

A taxa de participação custa R$ 190 para os cargos de escrivão e investigador, e R$ 220 para delegado.

O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período, a critério do governo da Bahia.

O resultado final está previsto para ser divulgado em 13 de maio de 2027.

Eleições 2026! As táticas dos candidatos na corrida eleitoral ganham as ruas

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O governo Bolsonaro é lembrado por feitos, respeito, liberdade e apoio ao  povo., Já o governo Lula é marcado por condenações, aumento de impostos,  apoio ao crime e censura., Os fatos falam por si. ...

Ao todo, serão 12 postulantes ao cargo máximo da República. Aqueles com maiores chances nas pesquisas de intenção de voto escolheram seus berços eleitorais para lançar, hoje, as campanhas. Lula estará em São Bernardo, e Flávio, em Copacabana

A campanha petista usa a foto do histórico discurso em São Bernado, em 1979, para falar da trajetória de Lula como liderança  -  (crédito: Fernando Pereira)

A campanha petista usa a foto do histórico discurso em São Bernado, em 1979, para falar da trajetória de Lula como liderança – (crédito: Fernando Pereira)

Os dois candidatos mais bem pontuados nas pesquisas eleitorais — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  e o senador Flávio Bolsonaro (PL) — colocam suas campanhas nas ruas, hoje, em cenários carregados de significado em suas respectivas carreiras políticas para marcar a largada. Com o lema “onde tudo começou”, Lula estará, a partir das 9 horas, no Estádio Municipal 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), onde fez um de seus primeiros discursos como sindicalista, em 1979. Flávio fará um ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, espaço associado às grandes manifestações de apoio a seu pai, Jair Bolsonaro, nos últimos anos.

A escolha dos palcos traduz, em parte, a estratégia que cada campanha pretende levar para os próximos 49 dias até a votação. Lula recorre à própria biografia e à imagem de liderança construída ao longo de décadas, enquanto Flávio procura se apresentar como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro sem ficar restrito ao eleitorado que já se identifica com o bolsonarismo. A largada ocorre em um cenário ainda aberto. A pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, ante 31% de Flávio. No segundo turno, a diferença cai para três pontos: 43% a 40%, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Os demais levantamentos recentes também apontam Lula na dianteira, mas registram uma distância menor em um eventual segundo turno. Na pesquisa BTG/Nexus, divulgada em 10 de agosto, o petista aparece com 40% contra 35% de Flávio no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, Lula tem 47%, e o senador, 44%. Já o levantamento CNT/MDA, divulgado no dia seguinte, mostra uma diferença maior: 42,4% a 28,7% no primeiro turno e 48% a 39,1% no segundo. Os resultados, portanto, variam de acordo com a metodologia e o momento de cada levantamento, mas convergem em um ponto: Lula começa a campanha à frente, enquanto Flávio aparece como o principal nome de oposição e tenta reduzir a distância.

Para Lula, a experiência de quem já ocupou o Palácio do Planalto por três mandatos é uma das principais ferramentas eleitorais. Aos 80 anos, o presidente deverá explorar a comparação entre o governo atual e os anos de Jair Bolsonaro, buscando apresentar resultados econômicos e sociais como argumento para a continuidade. A campanha também pretende aproximá-lo de segmentos que não integram tradicionalmente o eleitorado petista, sobretudo jovens, enquanto a primeira-dama Janja da Silva deve ganhar espaço na comunicação eleitoral depois de críticas à ausência de mulheres na convenção que oficializou a candidatura. Alckmin e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também estão previstos entre os participantes do ato de lançamento em São Bernardo.

A economia deverá ocupar uma posição central nessa narrativa. A campanha petista pretende associar o governo à melhora nos indicadores de emprego, valorização do salário mínimo — que em 2027 será de R$ 1.717, conforme previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias elaborado pela atual equipe econômica  —  e recuperação da renda.

Outro tema explorado pela campanha petista é a relação do Brasil com os Estados Unidos. O conflito comercial provocado pelo tarifaço do governo de Donald Trump abriu espaço para que Lula reforçasse o discurso de defesa da soberania. A ideia é associar o discurso bolsonarista à submissão ao governo Trump. “Se o Brasil tem a segunda reserva de metais críticos do mundo, essa riqueza é nossa. Não pode a família Bolsonaro entregar isso para o Trump. O Trump vai fazer o Brasil virar colônia de novo, não exportar”, disse, Edinho Silva, presidente do PT, em entrevista na última quinta-feira.

Mas há muitos obstáculos a enfrentar. A avaliação do governo permanece dividida e a eleição se desenha em ambiente de forte polarização. A pesquisa Quaest mostra 48% de desaprovação do governo, enquanto 53% dos entrevistados dizem acreditar que o país está indo na direção errada. A rejeição também é elevada entre os dois principais candidatos: 52% para Lula e 54% para Flávio.

A herança paterna

No campo bolsonarista, o desafio é manter eleitorado independente. Ontem, por exemplo, Flávio comeu pão com leite condensado, marca registrada de Jair Bolsonaro, em sua padaria favorita.

A estratégia preserva temas tradicionais da direita, como segurança pública, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), defesa dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, responsabilidade fiscal e redução do tamanho do Estado. Ao mesmo tempo, a campanha tenta abrir novas frentes de diálogo com mulheres, jovens e eleitores de centro-direita.

O programa de governo apresentado por Flávio passou a dedicar mais espaço às mulheres, com propostas voltadas à autonomia financeira e à saúde feminina. A tentativa de ampliar a interlocução com esse eleitorado ganhou importância depois da escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice. A campanha havia considerado a possibilidade de uma mulher para ocupar a vaga, em uma tentativa de reduzir resistências à candidatura, mas acabou optando pelo deputado alagoano. A escolha colocou sobre Michelle Bolsonaro e Fernanda Bolsonaro parte da tarefa de construir uma comunicação específica com as eleitoras.

Candidato foi ontem à padaria favorita do pai e comeu um pão com leite condensado
Candidato foi ontem à padaria favorita do pai e comeu um pão com leite condensado(foto: PABLO JACOB)

Michelle voltou a aparecer publicamente ao lado de Flávio durante as gravações da campanha depois do período de afastamento entre os dois. A participação da ex-primeira-dama, entretanto, deverá ser conciliada com sua própria agenda política e com os cuidados dedicados a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses de prisão. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse ao Correio que Michelle terá papel relevante na campanha, mas ressaltou que ela também está envolvida na organização de sua própria candidatura ao Senado e na estruturação do PL Mulher.

“A Michelle Bolsonaro terá um papel fundamental na campanha. Ela está se organizando para ser candidata ao Senado e estruturou o PL Mulher em todo o país”, afirmou Valdemar.

Fernanda Bolsonaro deve aparecer em conteúdos destinados principalmente ao público feminino e na construção de uma imagem mais familiar do candidato. A estratégia é apresentar Flávio como marido e pai, aproximando-o de um eleitorado que não necessariamente se identifica com os embates políticos mais duros associados ao bolsonarismo. A família, ao mesmo tempo, continua sendo um dos principais elementos de identificação do candidato com a base construída pelo ex-presidente.

A campanha também deverá contar com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para ampliar a presença de Flávio nas redes sociais. Embora tenha se afastado inicialmente das atividades da campanha e concentrado sua atuação em Minas Gerais, há relatos nos bastidores de que o deputado deverá ajudar na comunicação digital da candidatura e dialogar com o público jovem de todo o país.

Nos últimos meses, Nikolas vinha sendo alvo de críticas de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que está nos Estados Unidos, sob a avaliação de que o deputado mineiro não estaria suficientemente engajado na campanha presidencial. Um aliado ouvido pelo Correio sob reserva, contudo, afirma que Nikolas sempre esteve à disposição. “Nikolas sempre esteve à disposição, pois é um deputado que tem muita consideração ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que esperava o melhor momento para entrar na campanha”, disse a fonte. A aproximação acrescenta à candidatura um dos principais nomes da direita nas redes sociais e reforça a tentativa de Flávio de alcançar eleitores jovens.

A comunicação digital será particularmente importante para Flávio porque o candidato precisa alcançar eleitores que não necessariamente participam de atos de rua ou acompanham a propaganda política tradicional.

Na disputa pelo eleitorado, Alfredo Gaspar terá outra função. Ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas e deputado federal, ele poderá ser utilizado para reforçar a agenda de combate à criminalidade, mas também para explorar o desgaste do governo Lula em torno das fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A campanha pretende associar o episódio a falhas de fiscalização e gestão do governo petista. O tema permite que Flávio ataque o adversário sem abandonar uma das principais bandeiras de sua própria candidatura: segurança pública.

A escolha de Copacabana para o primeiro ato segue a mesma lógica. A orla foi palco de algumas das maiores mobilizações de apoio a Jair Bolsonaro e tornou-se um dos espaços mais conhecidos de demonstração de força do bolsonarismo no Rio. Ao iniciar a campanha ali, Flávio reforça a conexão com o legado político do pai e tenta produzir uma demonstração de mobilização logo no primeiro dia oficial da corrida. A campanha também avalia agendas em outros locais associados à trajetória de Bolsonaro, como Juiz de Fora (MG), onde o ex-presidente sofreu um atentado a faca durante a campanha de 2018.

O problema para Flávio é transformar essa capacidade de mobilização em votos suficientes para avançar além do núcleo bolsonarista, tendo em vista a rejeição apontada pela Quaest. O levantamento também indica que ele tem desempenho mais forte entre evangélicos, eleitores com ensino superior e pessoas com renda acima de cinco salários mínimos, enquanto Lula apresenta vantagem entre eleitores de baixa renda, católicos, pessoas negras e de menor escolaridade. Entre os jovens de 16 a 34 anos, os dois aparecem próximos.(Informações do Correio Brasiliense)

Raquel Lyra registra plano de governo

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Entre os pontos principais destaca-se a previsão da construção de 250 novas creches, com um total de 60 mil novas vagas criadas, números que também constavam no plano de governo divulgado em 2022

Governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD)/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A governadora Raquel Lyra (PSD) anexou, no início da tarde desse sábado (15), o plano de governo da sua candidatura ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. O documento consta na plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne as principais informações dos participantes no pleito deste ano.

Com o nome oficializado desde o dia 5 de agosto, na convenção estadual do PSD Pernambuco, Raquel foi a última entre as oito chapas que disputam a vaga no Palácio do Campo das Princesas a apresentar formalmente as suas propostas. No calendário deste ano, o TSE determinou que o prazo limite para registro de candidaturas seria até às 19h do dia 15 de agosto.

A candidata chegou a ser intimada pela Justiça Eleitoral na última quarta-feira (12), com a cobrança para a inclusão do documento em até três dias. Segundo o processo, a chapa deveria suprir ainda outras irregularidades burocráticas e documentais, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

As propostas da coligação Pernambuco de Coração para reeleger Raquel Lyra e Priscila Krause (PSD) ao Executivo estadual estão divididas em seis eixos: Educação, Ciência e Tecnologia; Saúde e Qualidade de Vida; Segurança, Cidadania e Direitos Humanos; Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura; Meio Ambiente e Cidades; e Gestão, Transparência e Combate à Corrupção.

Entre os pontos principais destaca-se a previsão da construção de 250 novas creches, com um total de 60 mil novas vagas criadas, números que também constavam no plano de governo divulgado em 2022, quando a então candidata chegou a adotar o apelido de “Racreche”. Ao longo da gestão atual, a governadora conseguiu entregar 11 novas creches do total previsto, atendendo a cerca de 300 crianças.(Diário de Pernambuco)